BNDES anuncia mais R$ 40 milhões para produção de bioinsumos
Novo ciclo do BNDES Bioinsumos para agricultura familiar foi anunciado em Brasília, durante Plenária do Consea
A colheita da soja no Rio Grande do Sul avançou para 85% da área cultivada na safra 2025/2026, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (7/5) pela Emater/RS. O levantamento aponta aceleração nos trabalhos de campo favorecida pelo tempo seco e pela baixa umidade relativa do ar, condições que ampliaram a capacidade operacional das máquinas e permitiram até a extensão das jornadas de trabalho.
A oleaginosa ocupa 6,62 milhões de hectares no estado. Ainda restam áreas tardias e cultivos de safrinha em maturação, que representam 14% das lavouras, além de 1% em fase final de enchimento de grãos. A produtividade média estadual está estimada em 2.871 quilos por hectare.
De acordo com a Emater/RS, a safra segue marcada pela forte variabilidade produtiva entre regiões e até mesmo entre propriedades vizinhas. O comportamento é reflexo da irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, alternando períodos de estiagem em fases críticas com precipitações favoráveis ao enchimento de grãos nas áreas semeadas mais tarde.
No milho, a colheita alcançou 93% dos 803 mil hectares cultivados no estado. O avanço mais lento está relacionado principalmente às áreas de safrinha, ainda em enchimento de grãos e maturação fisiológica. A priorização de culturas mais sensíveis às precipitações também reduziu o ritmo das operações.
Segundo a entidade, permanecem no campo principalmente áreas conduzidas em menor escala, com colheita manual ou mecanização de baixa capacidade. Mesmo assim, as lavouras de safrinha apresentam boas condições fitossanitárias. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare.
Milho silagem
A colheita de milho para silagem atingiu 92% dos 345,2 mil hectares cultivados no Rio Grande do Sul. O avanço ocorre de forma gradual devido ao escalonamento das semeaduras e às chuvas recorrentes, que ainda provocam interrupções pontuais nas operações de corte, transporte e compactação da forragem.
As áreas remanescentes apresentam bom desenvolvimento vegetativo, formação adequada de espigas e elevado acúmulo de biomassa. Apesar de perdas localizadas causadas por restrições hídricas em fases críticas, a produtividade segue considerada satisfatória pela assistência técnica, com média estimada em 37.840 quilos por hectare.
No feijão, a primeira safra já foi totalmente colhida, enquanto a segunda safra avança para maturação fisiológica. A área colhida supera 20%, mas o ritmo das operações ainda é limitado pela umidade dos grãos e pela predominância de lavouras em enchimento. A área cultivada está estimada em 11,69 mil hectares, com produtividade média de 1.401 quilos por hectare.
A colheita do arroz também entra na reta final no estado e alcança 96% dos 891,9 mil hectares semeados, conforme projeção do Instituto Riograndense do Arroz. O desempenho produtivo é considerado elevado, favorecido pelas condições climáticas ao longo do ciclo.
A Emater/RS destaca que a qualidade industrial do cereal apresenta resultados superiores aos da safra passada, com elevados rendimentos de grãos inteiros e baixa incidência de defeitos. A produtividade média projetada é de 8.744 quilos por hectare.
Entre as frutas, o morango segue em plena produção nas principais regiões produtoras do estado. Dias ensolarados favoreceram a sanidade das plantas, e as baixas temperaturas registradas no fim de abril não comprometeram florescimento, pegamento ou maturação dos frutos.
Na região de Caxias do Sul, a produção atual é proveniente principalmente de lavouras de um ano, enquanto começam a ser colhidos os primeiros frutos de mudas implantadas em fevereiro e março, importadas da Espanha. Em Pelotas, produtores estão implantando novas mudas e reformando estruturas de cultivo protegido.
A cultura também avança em Santa Maria e Santa Rosa, com transplantio de mudas oriundas do Chile, da Patagônia Argentina e da Espanha. Já em Soledade, chuvas e elevada nebulosidade prejudicaram o desenvolvimento inicial das plantas recém-transplantadas.
No caqui, a colheita está em fase final na região de Caxias do Sul, com boa produtividade e qualidade dos frutos. Geadas registradas no fim de abril causaram danos pontuais em áreas mais frias, mas sem impactos expressivos relacionados à antracnose. Em Soledade, também se aproxima o encerramento da colheita da cultivar Fuyu.
Em Pelotas, produtores de pêssego e ameixa concentram atividades no preparo de novas áreas para plantio, incluindo correção de solo e implantação de cobertura vegetal. Viveiristas relatam alta demanda por mudas das cultivares Jaspe e Eldorado.
Na viticultura, produtores da região de Erechim realizam manejo de cobertura do solo, controle de cochonilhas e limpeza de ramos afetados por doenças fúngicas.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura