Mahindra comemora 2 anos de operação no Brasil

Mesmo presente no país desde 2013, foi em 2016 que a unidade fabril brasileira passou a responder diretamente à Mahindra EUA

22.10.2018 | 20:59 (UTC -3)
Luciana Brambilla

A Mahindra comemorou, dia 17, última quarta-feira, dois anos de operação no Brasil. Mesmo presente no país desde 2013, foi em 2016 que a unidade fabril brasileira passou a responder diretamente à Mahindra EUA.  

O evento de aniversário aconteceu na fábrica, em Dois Irmãos/RS, e reuniu funcionários e colaboradores.  Com decoração Indiana, alusiva à origem da marca, presente desde 1945 no mercado, o evento teve o diretor geral, principal líder no Brasil, Jak Torretta Jr.,  na abertura e no comando do encontro.

“Quando fui convidado a assumir operação no Brasil, em 17 de outubro de 2016, sabia que o desafio não seria fácil. Mas com o time que possuo, profissionais comprometidos e empenhados com a empresa, tenho certeza que vamos fortalecer cada vez mais a imagem da Mahindra no país e transformá-la em uma marca conhecida e reconhecida no mercado nacional,” afirmou Jak.  

Destacou ainda os feitos no período, como a redefinição e nacionalização do portfólio, com nove novos produtos em 24 meses. A adequação às exigências do mercado brasileiro, que foi marcada pela campanha, lançada oficialmente na Expointer, “Feitos no Brasil. Para o Brasil”. Foram mais de R$ 10 milhões de investimentos em engenharia de produto, sempre com foco no DNA da marca: produtos para o agricultor familiar e o médio produtor. “Somos a marca de tratores que mais vende em todo o mundo. Temos características únicas como o baixo custo de combustível, maior robustez e ainda somos a única marca no Brasil que oferece 6 anos de garantia. Temos muito ainda para crescer. E com toda esta força na bagagem, tenho certeza que vamos mostrar que a Mahindra vai ser a marca número 1  também no Brasil”, conclui Torretta.

A meta de crescimento para no período de abril a setembro de 2018 é de 15,7%. Quase 2% acima do crescimento estimado pela indústria que é de 13,9% para o mesmo período. E para F20, estima-se um crescimento de mais de 50% em relação a F19. A equipe comercial é liderada por Jalison Cruz. “Nosso desafio é grande, mas tenho certeza que com o apoio de todos, vamos conseguir”, afirmou.

Isso tudo tem o braço da Rede de Concessionárias Mahindra. Outro importante pilar estratégico que vai auxiliar na construção da marca no Brasil. Hoje são 25 pontos de venda em nível nacional. A meta é buscar mais 10, ainda para este ano.

Alexandre Monteiro, Especialista em Desenvolvimento de Concessionárias, tem apenas três meses de empresa e já relatou a satisfação em trabalhar no time. “Estou muito feliz em fazer parte deste desafio. Quero corresponder à altura a aposta que fizerem no meu perfil profissional”, garantiu Alexandre. “Vejo um futuro muito promissor para a Mahindra. Temos produto e pessoas engajadas. E agora vamos ter Rede! Então vamos ter tudo para fazer a marca crescer forte no Brasil”, concluiu.  

A Mahindra é a 55ª organização no mundo considerada “como a melhor empresa de se trabalhar”.  E foi como este sentimento que o Engenheiro Mecânico, Rodrigo Iplinski, o 1º brasileiro a ter contato com um trator Mahindra, inflou o peito e  diz que nunca vai sair da empresa, só quando se aposentar. Resumindo, Rodrigo participou de um treinamento técnico em maio/2008, na Índia, no qual seria o instrutor de todos os futuros treinamentos no Brasil. Passou a ser o 1º Especialista Mahindra no Brasil e ainda fez os primeiros tratores nacionalizados. Também participou, em 2012/2013, do processo de transição da Bramont, empresa que tinha a concessão da marca no Brasil, para a Mahindra EUA.  “A Mahindra exigiu que 100% dos funcionários fossem mantidos. Mesmo tendo que aguardar os trâmites burocráticos e a busca de gestores e líderes, todos recebiam seus salários em dia. Esta responsabilidade profissional com os colaboradores, fez uma grande diferença na empresa”, afirmou Rodrigo.  Hoje, a engenharia tem um time, um líder. “Não estou mais sozinho, tenho um gestor, um planejamento, um norte, tenho quem seguir. Fica mais fácil chegar ao resultado”, destacou Iplinski. Apaixonado pelo que faz, deseja que a Mahindra seja reconhecida no Brasil com a mesma força mundial. “Eu quero fazer parte desta história e contar esta história por toda a minha vida”, finalizou emocionado.

O evento contou ainda com a presença do indiano Mukund Ukarande que, por alguns meses, vai participar na rotina da sede fabril brasileira. Além de traduzir os feitos para Índia, traz algumas inovações e melhorias tecnológicas usadas nos EUA e em outros mercados. Mas sua principal missão é ajudar o desenvolvimento de produtos com melhor custo, com foco em obter o índice de nacionalização para o Finame. Para Mukund, o Brasil precisar se conectar mais com a empresa na Índia. “Vocês precisam contar as potencialidades do país. A Índia precisa acreditar e enxergar o valor e as riquezas que aqui estão e como a marca precisa investir aqui, para que no futuro a Mahindra também seja uma marca consolidada e forte no Brasil”, concluiu.


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