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A John Deere apresentou, durante o evento "John Deere Space", a nova colheitadeira S7, um dos lançamentos mais aguardados da marca. A máquina chega equipada com tecnologia preditiva inédita, conectividade avançada e um design que visa otimizar a produtividade e a eficiência operacional no campo.
A principal inovação da colheitadeira S7 é a automação de colheita, que se divide em duas tecnologias fundamentais.
A primeira é a Automação Preditiva de Velocidade, que utiliza duas câmeras frontais instaladas na cabine para mapear o terreno a até 8,5 metros à frente da plataforma de corte. Essas imagens, combinadas com informações de satélite, permitem prever o rendimento da cultura e ajustar a velocidade da colheita 3,6 segundos antes do corte. Esse ajuste automático garante alimentação constante e mais eficiente.
A segunda tecnologia é a Automação das Configurações da Colheita, que utiliza a localização geográfica e o tipo de cultura para fazer ajustes automáticos nas configurações da máquina. Além disso, leva em consideração as preferências do operador, proporcionando até 10% a mais na qualidade dos grãos e 10% de redução nas perdas.
Felipe Santos, gerente de marketing e negócios de sistemas de produção para América Latina, explicou que a colheitadeira S7 foi desenvolvida para trazer ganhos expressivos de produtividade.
"Aumentar a capacidade operacional em até 20% é um grande diferencial", disse. Ele também destacou o lançamento de uma plataforma maior, com a possibilidade de corte de 50 pés, uma inovação no Brasil.
Além disso, a John Deere introduziu o motor JD14 nas colheitadeiras S7 800 e S7 900. Esse motor de 13,6 litros, já utilizado em outros modelos da marca, como colhedoras de cana e algodão, foi integrado à linha S7, garantindo maior eficiência e suporte rápido por parte dos concessionários.
Outro ponto importante foi a inovação no sistema de corte e distribuição da palha. Felipe Santos destacou que o novo sistema assegura uniformidade ao picar palha e sua distribuição de maneira eficiente. Essa melhoria ajuda a manter a umidade do solo e facilita a aplicação de defensivos agrícolas, o que contribui para o melhor desempenho no próximo ciclo de plantio.
A John Deere também anunciou um novo modelo de negócio baseado em licenciamento. Ao invés de um custo elevado na compra da máquina, os produtores poderão diluir esse valor ao longo do tempo, pagando por licenças que oferecem acesso à tecnologia, ao monitoramento GPS e à conectividade JDLink Boost. Santos ressaltou que essa abordagem visa aumentar a adoção de tecnologias de ponta no campo, contribuindo para um salto na produtividade dos agricultores.
No evento, diversos outros produtos foram apresentados: colheitadeiras S5, tratores 9RX e plantadeiras 1200 e 3100FT. As colheitadeiras S5, por exemplo, possuem o Sistema de Ajuste Automático ao Terreno (ATA), que reduz perdas em até 50%.
Já o trator 9RX promete até 40 hectares a mais de eficiência operacional por dia. Equipado com motores JD18 e tecnologias como o Efficiency Manager, oferece redução nos custos operacionais e maior conforto ao operador com sua cabine CommandView 4 Plus.
A plantadeira 1200 destaca-se pelo aumento de desempenho operacional e pela capacidade de autonomia de fertilizantes, além de reduzir o tempo de abastecimento de sementes. A série 3100FT traz alta tecnologia com acionamento elétrico para maior precisão no plantio. E o pulverizador 230M, com controle individual de pontas, oferece economia de até 5% de produtos químicos.
Além disso, a John Deere ampliou sua linha de aplicadores de bioinsumos com os modelos FA 400, FA 600, FA 800 e FA 1300. Esses aplicadores ajudam a aumentar a produtividade e a qualidade das culturas de soja e milho.
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