Irrigação e nitrogênio alteram composição da semente de algodão

Estudo mostra efeitos sobre teores de óleo e proteína e sobre a produtividade de sementes em condições de seca

14.08.2026 | 14:14 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: Syngenta
Foto: Syngenta

A disponibilidade de água e a adubação nitrogenada alteram a composição e a produtividade de sementes de algodão. O efeito depende das condições hídricas durante o ciclo. Pesquisa conduzida nos Estados Unidos mostrou maior produtividade de sementes e óleo sob irrigação em ano com seca, enquanto o déficit hídrico elevou a concentração de proteína.

O experimento ocorreu em 2022 e 2023, na Geórgia. Os pesquisadores avaliaram cultivo de sequeiro e irrigado, três doses de nitrogênio (zero, 135 e 202 quilogramas de nitrogênio por hectare) e três estratégias de aplicação de cloreto de mepiquat.

Em 2023, período com maior déficit hídrico, a produtividade de sementes caiu 41% no sequeiro em comparação ao cultivo irrigado. A produção de óleo recuou 56%, de 460 para 295 quilogramas por hectare. A concentração de proteína, por outro lado, passou de 20% no sistema irrigado para 24% no sequeiro. A produção total de proteína não apresentou diferença significativa entre os regimes hídricos.

Aplicação de nitrogênio

A aplicação de nitrogênio aumentou a produtividade de sementes, óleo e proteína nos dois anos. Em 2023, as parcelas adubadas produziram 42% mais sementes em comparação ao tratamento sem nitrogênio. Sob seca, as doses de 135 e 202 quilogramas por hectare elevaram a concentração de proteína para cerca de 26%, ante 21% sem adubação. O teor de óleo caiu de 22% para 19% nessas condições.

O cloreto de mepiquat não alterou a composição das sementes. Em 2022, porém, o regulador elevou as produtividades de sementes e óleo nas parcelas adubadas com nitrogênio. Sem adubação nitrogenada, a resposta ao produto não ocorreu.

Os resultados indicam interação entre disponibilidade hídrica e manejo de nitrogênio. Sob irrigação, os teores de óleo e proteína permaneceram mais estáveis entre as doses de nitrogênio (doi 10.1002/csc2.70351).

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