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A semana entre os dias 19 e 26 de janeiro de 2026 será marcada pela formação de um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), fenômeno que deve provocar chuvas persistentes e tempestades em amplas áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A previsão consta do Informativo Meteorológico nº 03/2026, divulgado nesta segunda-feira (19/1) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com o Inmet, a atuação de sistemas transientes nas regiões Sul e Sudeste, associada a um canal de umidade, cria condições para elevados acumulados de precipitação, que podem superar os 250 milímetros em sete dias em estados como Mato Grosso (MT), Goiás (GO), Distrito Federal (DF), sul do Amazonas (AM), Rondônia (RO), Tocantins (TO), Minas Gerais (MG), sudoeste da Bahia (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Espírito Santo (ES).
Na Região Norte, as áreas com maior instabilidade devem se concentrar no sul do Amazonas, em Rondônia e no sul do Tocantins, diretamente influenciadas pela atuação da ZCAS ao longo da semana. Nessas localidades, os acumulados podem alcançar ou ultrapassar 200 mm em sete dias.
No Amapá, a previsão de chuvas volumosas está associada ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), com acumulados superiores a 100 mm no período. Também há destaque para o baixo Amazonas e o leste do Pará, próximo à divisa com Tocantins e Maranhão, onde a recorrência das chuvas pode resultar em volumes elevados.
A umidade relativa do ar deve permanecer alta em grande parte da região, com índices acima de 70%, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. As exceções ficam para o norte de Roraima e o extremo sudoeste do Pará, onde os níveis podem cair para cerca de 50%.
No Nordeste, a previsão indica ausência de chuvas na maior parte do leste e do norte da região ao longo da semana. Em contrapartida, o sul do Maranhão, o oeste da Bahia e o oeste do Piauí devem registrar um cenário mais úmido, principalmente na primeira metade do período, também sob influência da ZCAS.
Nessas áreas, os volumes previstos variam entre 50 mm e 100 mm em sete dias, com destaque para o sudoeste da Bahia. A umidade relativa do ar tende a se manter elevada nas áreas chuvosas, enquanto no interior do Nordeste, especialmente no Sertão, os índices mínimos podem variar entre 30% e 40%, chegando a 20% a 30% no fim da semana. No litoral, a umidade mínima deve ficar próxima de 50%.
Na Região Centro-Oeste, a previsão aponta para chuvas intensas no norte do Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, com acumulados que podem superar 200 mm em sete dias, especialmente entre GO e MT. Na maior parte da região, os volumes devem ficar em torno de 100 mm.
A exceção é o Mato Grosso do Sul, onde a previsão indica tempo firme e volumes pouco expressivos, inferiores a 20 mm ao longo da semana. A umidade relativa mínima deve variar entre 30% e 40% no MS e no extremo sul do MT, enquanto nas demais áreas do Centro-Oeste os índices permanecem acima de 60%.
No Sudeste, o cenário será de chuvas frequentes e volumosas em Minas Gerais e no Espírito Santo, diretamente associadas à ZCAS. Na segunda-feira (19), as áreas de maior instabilidade se estendem do litoral de São Paulo, passando pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo e alcançando regiões central e noroeste de Minas Gerais.
A partir de terça-feira (20), as chuvas tendem a se concentrar entre o norte e o nordeste mineiro e o Espírito Santo, com retorno da instabilidade ao Rio de Janeiro e ao sul de Minas Gerais por volta do dia 23. Em São Paulo, a previsão indica tempo mais firme a partir de terça-feira, com umidade relativa mínima em torno de 45%.
Para a Região Sul, o Inmet prevê uma semana de tempo mais seco e estável, sob influência de um anticiclone pós-frontal e da entrada de uma massa de ar mais frio. Chuvas fracas e isoladas podem ocorrer no litoral e em áreas do interior de Santa Catarina, especialmente a partir de quinta-feira (22), sem volumes significativos.
A umidade relativa mínima do ar deve ficar abaixo de 35% na maior parte da região, com exceção das áreas litorâneas, o que exige atenção para manejo de solo, irrigação e risco de estresse hídrico em culturas mais sensíveis.
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