Greening: Paraná erradicou mais de 200 mil plantas no Noroeste

Erradicação de plantas hospedeiras da doença em áreas vizinhas ao setor produtivo é de grande importância

02.01.2025 | 14:40 (UTC -3)
Adapar

Em nova etapa de combate à mais grave das doenças dos citros, a força-tarefa contra o greening, ‘Big Citros Umuarama’, inspecionou aproximadamente 180 propriedades e erradicou mais de 200 mil plantas infectadas no Noroeste do Paraná, principal região produtora do Estado.

A operação foi realizada em novembro de 2024 e contou com 30 servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), abrangendo os municípios de Altônia, Cruzeiro do Oeste, Maria Helena, Iporã, São Jorge do Patrocínio, Perobal, Cafezal do Sul e Umuarama.

A força-tarefa atuou em duas frentes: o cadastro de novas áreas de produção e a investigação de denúncias de plantas cítricas doentes. A força-tarefa fomentou o trabalho de conscientização, fiscalização e reforço nas medidas de prevenção e controle do greening na região Noroeste.

A operação resultou na erradicação de cerca de 220 mil plantas cítricas infectadas em 22 propriedades, com o apoio de equipes do setor produtivo de acordo com dados do Departamento de Sanidade Vegetal (DESV) da Adapar.

Segundo o departamento, a erradicação dessas plantas hospedeiras de greening, em áreas vizinhas ao setor produtivo é de grande importância. “Essas plantas estão infectadas com a doença e são fonte de inóculo constante da bactéria e do vetor, o chamado ‘psilídio’ dos citros, dificultando muito o controle dentro dos pomares”, explica Renato Blood, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar. 

Das 89 denúncias de propriedades com sintomas da doença, 8 foram consideradas improcedentes. Entre as denúncias procedentes, 11 produtores foram notificados para apresentar o Plano de Manejo de Controle do HLB, e 35 foram notificados para erradicar as plantas doentes no prazo de 20 dias.

Além disso, os dados do departamento apontam a identificação de 117 novas áreas de produção de citros para cadastramento no Sistema de Defesa Sanitária Vegetal (SDSV). Desse total, 104 propriedades já foram cadastradas. Em 9 propriedades, os produtores não estavam presentes no momento da visita, e outras 13 não foram fiscalizadas devido a condições climáticas ou limitações de tempo.

Segundo o chefe da divisão de Vigilância e Prevenção de Pragas da Fruticultura da Adapar, Paulo Jorge Pazin Marques, a cooperação com os produtores foi essencial para a eficácia da operação. “É importante salientar que a grande maioria dos produtores fiscalizados nesta operação já havia atendido as exigências da Adapar de eliminação de plantas sintomáticas, o que demonstra o sucesso desta operação”. 

Para o chefe da divisão de vigilância de pragas na fruticultura, a operação reforça o avanço eficaz e com responsabilidade da citricultura na região. “Essa operação propiciará um desenvolvimento seguro e sustentável da citricultura em todo Norte e Noroeste do Paraná” reforça Marques.

Nos próximos meses, a Adapar retorna estes locais inspecionados para garantir que as medidas foram aplicadas nestas propriedades. 

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp
MSC 2025