Tamanho corporal afeta aclimatação térmica de Solenopsis invicta
Operárias médias e pequenas ganharam tolerância ao frio e ao calor após 15 dias de exposição
Pesquisadores identificaram dois genes ligados à resposta de Aphis spiraecola ao imidacloprido. O silenciamento de CYP6CY19 e CarE6 aumentou a sensibilidade do pulgão ao inseticida, enquanto o de outros três genes induzidos (CYP380C6, GSTS3 e GSTL) não alterou a suscetibilidade. O estudo analisou uma população coletada em pomar de macieira em Zhengzhou, na China.
O bioensaio indicou concentração letal mediana (CL50) de 13,61 miligramas por litro após 24 horas. A exposição ao produto elevou a atividade de três grupos de enzimas de detoxificação: citocromo P450, glutationa S-transferase e carboxilesterase. Na CL50, a atividade de P450 chegou a 1,64 vez a do controle (64% maior), a de glutationa S-transferase a 1,16 vez (16% maior) e a de carboxilesterase a 2,89 vezes (cerca de 189% maior).
Ensaios com inibidores reforçaram a participação de P450 e carboxilesterases. O butóxido de piperonila (PBO), inibidor de P450, ampliou a mortalidade para 68,71%, ou 1,37 vez a do grupo controle (imidacloprido isolado). O fosfato de trifenila (TPP), associado à inibição de esterases, elevou a mortalidade para 62,47% (1,26 vez a do controle). O maleato de dietila (DEM), usado contra glutationa S-transferases, não provocou efeito sinérgico significativo.
A análise do transcriptoma identificou 46 genes P450, 42 genes de esterases e seis genes de glutationa S-transferase. Cinco genes apresentaram aumento significativo de expressão após a exposição, confirmado por qPCR: CYP380C6, CYP6CY19, GSTS3, GSTL e CarE6.
Os pesquisadores usaram interferência por RNA para avaliar a função desses cinco genes. A redução da expressão de CYP6CY19 aumentou a mortalidade após exposição ao imidacloprido nas concentrações CL30 e CL50, e o silenciamento de CarE6 também aumentou a suscetibilidade nas duas concentrações. Já o silenciamento de CYP380C6, GSTS3 e GSTL não alterou significativamente a mortalidade.
Os resultados indicam que, entre os genes testados, apenas CYP6CY19 e CarE6 contribuem para a tolerância do pulgão ao imidacloprido. Como a evidência é indireta (expressão gênica, inibidores e RNAi), o papel catalítico direto dessas enzimas na degradação do inseticida ainda precisa ser demonstrado, o que os autores propõem fazer com enzimas recombinantes, ensaios de metabolismo in vitro e detecção de metabólitos por LC-MS/MS (doi 10.3390/insects17090973).
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