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A aclimatação térmica aumentou a resistência de operárias médias e pequenas de Solenopsis invicta a temperaturas extremas. Operárias grandes apresentaram baixa mortalidade mesmo sem aclimatação. O resultado indica relação entre tamanho corporal e plasticidade térmica na espécie invasora.
Pesquisadores expuseram operárias grandes, médias e pequenas durante 15 dias a frio ou calor moderados. O tratamento com frio usou nove graus Celsius por duas horas e meia ao dia. O tratamento com calor usou 30 graus Celsius pelo mesmo período diário. Depois, os insetos enfrentaram temperaturas de menos um, um, 35 ou 37 graus Celsius durante duas horas.
A aclimatação ao frio reduziu a mortalidade das operárias médias e pequenas sob menos um grau Celsius. A aclimatação ao calor também elevou a tolerância desses grupos sob 35 graus Celsius. Entre as operárias grandes, os tratamentos não produziram ganho significativo de sobrevivência nessas condições.
A análise de RNA mostrou resposta molecular dependente do tamanho. Operárias médias registraram o maior número de genes com expressão diferencial. Os processos envolvidos incluíram metabolismo de lipídios e pequenas moléculas protetoras, manutenção de cutícula e membranas, transporte de íons, detoxificação antioxidante e sinalização sensorial.
Os pesquisadores também detectaram forte redução na expressão de centenas de genes ligados a receptores de odor em operárias médias aclimatadas ao frio e ao calor. Proteínas de choque térmico apresentaram variações menores após a aclimatação prolongada, em contraste com respostas já observadas após estresse térmico agudo.
O estudo indica potencial efeito da aclimatação sobre a adaptação climática de Solenopsis invicta e sobre sua capacidade de expansão geográfica (doi 10.3390/insects17090971).
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