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Aplicações pré-colheita de fungicidas usados contra murcha de Fusarium e mancha foliar controlaram doenças pós-colheita em bananas ‘Grand Nain’. Os tratamentos eliminaram a antracnose, reduziram a podridão da coroa e ampliaram a vida útil dos frutos. O estudo também não detectou resíduos dos produtos avaliados na polpa nem no engaço central.
Pesquisadores do ICAR-National Research Centre for Banana, na Índia, avaliaram carbendazim (proibido no Brasil), propiconazol, mancozebe combinado com carbendazim e trifloxistrobina combinada com tebuconazol (DOI 10.17221/100/2025-HORTSCI).
Nos ensaios de laboratório, propiconazol, carbendazim e a mistura de tebuconazol com trifloxistrobina inibiram totalmente o crescimento de Colletotrichum musae e Lasiodiplodia theobromae na concentração de 0,05%. A mistura de mancozebe com carbendazim apresentou controle superior a 80% na mesma concentração.
No campo, os tratamentos impediram a ocorrência de antracnose até o oitavo dia de armazenamento em temperatura ambiente. A severidade da podridão da coroa caiu de 80% no controle para valores entre 53,32% e 60%.
As plantas tratadas produziram cachos entre 18,83 e 20,06 quilogramas por planta. O controle alcançou 13,50 quilogramas. O diâmetro dos frutos variou de 32,10 a 35,62 milímetros nos tratamentos e ficou em 28,24 milímetros nas plantas sem aplicação.
A firmeza chegou a 15,67 newtons, ante 11,37 newtons no controle. A vida útil alcançou até 8,25 dias em temperatura ambiente e entre 21 e 23 dias sob refrigeração a 13,5 graus Celsius. Os frutos não tratados duraram 4,5 dias em ambiente e 14 dias em câmara fria.
A análise incluiu fungicidas, inseticidas e produtos usados contra nematoides e podridão do rizoma. De acordo com os pesquisadores, nenhum resíduo detectável apareceu nos frutos ou no eixo central dos cachos.
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