Corteva divulga resultados do segundo trimestre de 2026

Companhia prevê EBITDA operacional de até US$ 4,3 bilhões em 2026 e mantém separação para outubro

30.07.2026 | 18:12 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Bethany Shively

A Corteva encerrou o segundo trimestre de 2026 com vendas líquidas de US$ 6,38 bilhões, queda de 1% ante igual período de 2025. As vendas orgânicas recuaram 2%. Por outro lado, o EBITDA operacional alcançou US$ 2,26 bilhões, alta de 4%, com margem de 35,4%.

O volume total caiu 3%. Em Sementes, a redução refletiu mudanças no calendário de compras, menor área de milho na América do Norte, Europa, Oriente Médio e África, além da migração de parte da área para soja e girassol. Preço e mix avançaram 1% no consolidado, apoiados pela valorização das tecnologias de sementes.

A divisão de Sementes registrou receita de US$ 4,53 bilhões, estável na comparação anual. O EBITDA operacional do segmento subiu 6%, para US$ 1,97 bilhão. A margem chegou a 43,4%. Ganhos com preço, licenciamento, redução de royalties e produtividade compensaram a queda dos volumes e o aumento das despesas com pesquisa.

Proteção de Cultivos faturou US$ 1,85 bilhão, redução de 4%. O volume caiu 2% e os preços recuaram 4%, com maior pressão competitiva na América Latina. O EBITDA operacional avançou 2%, para US$ 342 milhões, favorecido por redução de custos, produtividade e câmbio.

Considerando o desempenho do primeiro semestre, a empresa elevou a projeção anual. A Corteva prevê EBITDA operacional entre US$ 4,1 bilhões e US$ 4,3 bilhões, margem entre 22,5% e 23,5% e lucro por ação operacional de US$ 3,60 a US$ 3,80. A estimativa considera crescimento orgânico amplo, novos produtos, ganhos de produtividade e benefícios cambiais. Para o segundo semestre, a companhia projeta área de milho estável no Brasil, crescimento orgânico de sementes e avanço no volume de defensivos.

A companhia manteve a previsão de separação da operação de sementes e genética. A nova empresa recebeu o nome Vylor. A administração trabalha com 1º de outubro de 2026 como data para a cisão. Entre as etapas pendentes aparecem a aprovação das estruturas finais de capital, a conclusão da separação dos sistemas de tecnologia da informação e a entrada em vigor do documento regulatório apresentado à autoridade do mercado dos Estados Unidos.

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