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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos somaram 203,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix no primeiro trimestre da safra 2026/27 (julho a setembro). O resultado corresponde a uma alta de 9,6% em relação ao mesmo período da safra 2025/26. Em receita, os embarques totalizaram US$ 489,7 milhões, uma queda de 34,4% na mesma base de comparação.
“Sem dúvida, é uma boa notícia perceber alguma recuperação no volume exportado em relação à safra passada, porém, esse mesmo volume ainda está 14% abaixo da média das últimas cinco safras, que é de 237 mil toneladas”, avalia o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), elaborados pela CitrusBR.
Estados Unidos e Canadá importaram 96,0 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 226,6 milhões, 47,2% do volume exportado. No mesmo período da safra 2025/26, foram 90,2 mil toneladas e US$ 337,0 milhões, alta de 6,4% em volume e queda de 32,7% em receita. Em cinco safras, desde 2022/23, o volume no período cresceu 53,6%.
O Velho Continente demandou um total de 91,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 222,7 milhões, o equivalente a 45,2% do volume exportado. No mesmo período da safra 2025/26, foram 87,6 mil toneladas e US$ 369,3 milhões, alta de 4,8% em volume e queda de 39,7% em receita. Em cinco safras, desde 2022/23, o volume no período recuou 48,7%.
A China, por sua vez, demandou 7,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 18,0 milhões, o equivalente a 3,6% do volume exportado. No mesmo período da safra 2025/26, foram 3,4 mil toneladas e US$ 18,9 milhões, alta de 111,5% em volume e queda de 4,7% em receita. Em cinco safras, desde 2022/23, o volume no período recuou 52,6%.
O Japão importou 2,7 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 7,3 milhões, o equivalente a 1,3% do volume exportado. No mesmo período da safra 2025/26, foram 1,6 mil toneladas e US$ 9,4 milhões, alta de 66,9% em volume e queda de 22,5% em receita. Em cinco safras, desde 2022/23, o volume no período recuou 66,6%.
A Coreia do Sul foi responsável por 135 toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 308 mil, o equivalente a 0,1% do volume exportado. No mesmo período da safra 2025/26 não houve embarques para esse destino.
A Índia não registrou embarques no período, nem no mesmo intervalo da safra anterior.
Os demais mercados, reunidos em Outros, importaram 5,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 14,8 milhões, o equivalente a 2,6% do volume exportado. No mesmo período da safra 2025/26, foram 2,6 mil toneladas e US$ 11,6 milhões, alta de 104,9% em volume e alta de 28,2% em receita. Em cinco safras, desde 2022/23, o volume no período recuou 32,6%.
Nos subprodutos da laranja, também pelo Porto de Santos e no mesmo período, o farelo de polpa cítrica somou 39.347 toneladas e US$ 20,3 milhões, queda de 29,4% em volume sobre a safra 2025/26 e 21,5% abaixo da média das cinco safras anteriores. O óleo essencial de laranja somou 5.088 toneladas e US$ 58,6 milhões, alta de 138,6% em volume sobre a safra 2025/26 e 24,7% acima da média das cinco safras anteriores.
Os terpenos somaram 2.578 toneladas e US$ 25,7 milhões, alta de 41,9% em volume sobre a safra 2025/26 e 25,0% abaixo da média das cinco safras anteriores. As células cítricas somaram 28 toneladas e US$ 46 mil, queda de 74,6% em volume sobre a safra 2025/26 e 87,5% abaixo da média das cinco safras anteriores.
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