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Estudo analisa população microbiana do solo no Noroeste do Paraná

05/08/2022 | Antonio Senkovski - Sistema FAEP/SENAR-PR
Pesquisa faz parte da Rede de AgroPesquisa e Formação Aplicada Paraná (Rede AgroParaná), iniciativa que conta com apoio financeiro do Sistema FAEP/SENAR-PR e do governo do Estado. - Foto: Wenderson Araujo/CNA

Nos solos de predominância arenosa da região Noroeste do Paraná, pesquisadores da Unicesumar estudam a população microbiana em lavouras. O estudo “Indicadores microbiológicos em duas unidades de produção agrícola no noroeste do Paraná” tem atuado para quantificar a população microbiana existente no solo, fator de suma importância para a decomposição e fornecimento de nutrientes para as plantas. O objetivo é avaliar se o emprego ou não de terraços influencia na dinâmica dos ciclos dos microrganismos do solo, visando a sustentabilidade agrícola. O estudo começou em 2020 e até o momento ainda não registrou variações, já que esse tipo de pesquisa leva vários anos para ter alterações significativas.

A pesquisa faz parte da Rede de AgroPesquisa e Formação Aplicada Paraná (Rede AgroParaná), iniciativa que conta com apoio financeiro do Sistema FAEP/SENAR-PR e do governo do Estado. O subprojeto conduzido pela Unicesumar tem foco em duas áreas agrícolas: uma em Cianorte, local no qual são produzidas culturas anuais, como soja e milho; e a segunda, em Presidente Castelo Branco, onde é cultivada cana-de-açúcar. Conforme resultados preliminares, a população microbiana do solo sofre alterações de acordo com fatores como as práticas de manejo de solo e as culturas exploradas.

“Em Cianorte a área em estudo apresenta um solo muito sensível à chuva, propiciando o deslocamento da camada superficial”, descreve a pesquisadora que monitora a área, Edneia Souza-Paccola. “A implantação e manutenção dos terraços estão influenciando positivamente a diversidade de espécies de fungos, os teores de carbono e nitrogênio da biomassa microbiana do solo”, completa.

À frente da pesquisa em Presidente Castelo Branco, a pesquisadora Francielli Gasparotto conduz a coleta e processamento das informações. Segundo ela, o fato de a área ser cultivada com cana-de-açúcar traz particularidades aos dados captados.

“Na área onde a pesquisa é realizada a cana é colhida de forma mecanizada sem queima, ocorrendo o acúmulo da palhada no solo, o que vem favorecendo os organismos do solo e sua diversidade. Porém é preciso destacar que os baixos índices pluviométricos observados nos dois primeiros anos da pesquisa estão dificultando as análises”, acrescenta Francielli.

Na visão da pesquisadora, produtores rurais precisam identificar as minúcias que envolvem o solo. “Os microrganismos são importantíssimos, pois são responsáveis por toda a decomposição. E todos os benefícios com o plantio direto e a colheita de cana sem queima dependem da decomposição. É de suma importância manter o solo vivo”, relata.

Revista Cultivar

 

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