Embrapa e IBB promovem oficina sobre manivas-semente

Evento em Ilhéus integra ações do TED-Reniva e mira implantação da Rede Reniva

02.03.2026 | 13:57 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Léa Cunha
Equipamento de irrigação tipo nebulização para redução da temperatura interna e para promover molhamento foliar das mudas em aclimatização - Foto: Herminio Souza Rocha
Equipamento de irrigação tipo nebulização para redução da temperatura interna e para promover molhamento foliar das mudas em aclimatização - Foto: Herminio Souza Rocha

A Embrapa Mandioca e Fruticultura e o Instituto Biofábrica da Bahia promovem, de 3 a 6 de março, em Ilhéus, uma oficina sobre produção de materiais de plantio de mandioca com sanidade e identidade genética. A ação integra o Termo de Execução Descentralizada (TED-Reniva), financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e coordenado pela Embrapa.

O evento reúne agentes de assistência técnica e extensão rural, profissionais da defesa fitossanitária, maniveiros, viveiristas, biofábricas, empresários, bolsistas e estudantes. A iniciativa busca implantar a Rede Reniva. A estratégia prevê produção comercial de materiais de plantio em seis estados do Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins; e três do Nordeste: Bahia, Alagoas e Paraíba.

A abertura contará com Marenilson Batista da Silva, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, Aldo Vilar Trindade, chefe-adjunto de Transferência e Tecnologia da Embrapa, Lanns Almeida, superintendente da Bahiater, e Valdemir Santos, diretor-presidente do IBB.

Marenilson Silva destaca que a capacitação amplia a parceria entre MDA e Embrapa. Ele afirma que materiais de multiplicação com qualidade genética, produtividade e sanidade fortalecem o sistema produtivo e garantem alimento saudável.

Aldo Vilar Trindade aponta o IBB como base estratégica para expansão de materiais de mandioca no país. Segundo ele, o apoio financeiro do MDA ao TED-Reniva consolida informações técnicas e estratégicas para novos maniveiros interessados em integrar a rede.

Valdemir Santos afirma que a capacitação fortalece a mandiocultura na Bahia e no Brasil. Ele ressalta a difusão de boas práticas e tecnologias aos produtores.

Na programação, o pesquisador Saulo Oliveira, da Embrapa, ministrará aulas sobre principais doenças da cultura e sobre a vassoura de bruxa da mandioca, também chamada de morte descendente. A doença apresenta alto potencial destrutivo. O fungo Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae) causa o problema. A disseminação ocorre por material de plantio e ferramentas. O controle rigoroso protege lavouras sadias. O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou emergência fitossanitária no país diante da ameaça à segurança alimentar e econômica. Oliveira lidera pesquisas sobre o tema no Brasil.

O engenheiro-agrônomo Herminio Souza Rocha apresentará o método Estiolamento para Produção de Mudas e Miniestacas de Mandioca (EPMM). A técnica eleva taxas de multiplicação e preserva sanidade e identidade genética. A Embrapa lançará publicação com recomendações técnicas consolidadas sobre o método.

O evento também incluirá entrega de câmara térmica para geração de plantas com alta qualidade fitossanitária por meio da termoterapia. Helton Fleck da Silveira ministrará palestra sobre a técnica, manejo do mato, coleta de folhas para análises de viroses e assepsia de ferramentas.

Pesquisadores da Embrapa abordarão insetos-praga e manejo integrado, processamento de aipim e mandioca brava e sistemas produtivos, como plantio direto e fileiras duplas. A programação inclui visita ao Laboratório de Micropropagação Vegetal do IBB e atividades teóricas e práticas.

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