Mercado Agrícola - 27.fev.2026

Soja sobe em Chicago mesmo sem China; e Brasil avança colheita

27.02.2026 | 14:22 (UTC -3)
Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

A ausência da China nas compras globais de soja marca a semana. O feriado do ano novo lunar termina em 3 de março. Mesmo assim, não houve retomada relevante nos negócios. Ainda assim, Chicago registrou os melhores níveis em meses. O contrato março trabalhou perto de US$ 11,50. Julho encostou em US$ 11,80. O mercado mira US$ 12 no julho, diante de fundamentos firmes.

O inverno rigoroso no Hemisfério Norte amplia a demanda por ração e óleo. O mercado aguarda estímulos aos biocombustíveis nos Estados Unidos, fator que pode reforçar as cotações do óleo de soja e do etanol de milho.

No Brasil, a colheita de soja alcança 48%. Mato Grosso lidera com 70%. Paraná soma 39%. Goiás varia entre 33% e 35%. Rondônia alcança até 45%. Bahia registra 28%. O Rio Grande do Sul enfrenta seca e calor, com perdas. A safra pode ficar mais próxima de 175 milhões de toneladas do que de 180 milhões, ainda acima das 171,5 milhões do ciclo passado.

A comercialização da safra atual atinge 36,5%, abaixo dos 44% de igual período do ano passado. Em fevereiro, os embarques devem se aproximar de 6 milhões de toneladas de soja e quase 2 milhões de farelo, com possibilidade de recorde no complexo.

No milho, Chicago reage após indicação de queda de 2 milhões de hectares na área dos Estados Unidos. A primeira safra brasileira tem 42% colhida. A safrinha alcança 62% de plantio, com atraso em parte das áreas fora da janela ideal. Produtores ainda detêm cerca de 26 milhões de toneladas para negociar.

O trigo avança no exterior com incertezas sobre a safra sob inverno intenso. No Paraná, cotações variam de R$ 1.150 a R$ 1.200. No Rio Grande do Sul, negócios giram entre R$ 1.080 e R$ 1.100. Exportações e importações recuam frente ao ano passado.

O arroz fecha fevereiro com ajustes pontuais no Rio Grande do Sul, entre R$ 55 e R$ 60, abaixo do custo. Exportações superam o volume do início do ano passado. No feijão, o carioca supera R$ 350 a saca no padrão 9 acima. O preto volta a rondar R$ 200. Oferta menor sustenta reação.

Por Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

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