Pesquisa identifica genes ligados à tolerância de Spodoptera exigua a inseticidas
Estudo aponta três genes associados à menor suscetibilidade da lagarta ao ciantraniliprole e ao clorantraniliprole
A mancha-amarela (Drechslera tritici-repentis) e a ferrugem-da-folha (Puccinia triticina) do trigo e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) no milho encabeçam as adversidades destacadas pela Rede de Manejo Integrado de Pragas (RedMIP), da AAPPCE, no terceiro relatório mensal da safra 2026/27 na Argentina. O levantamento de outubro cobre cultivos extensivos e áreas em pousio em 13 regiões produtoras, do Noroeste (NOA) ao Sudeste de Buenos Aires.
A rede atribui risco alto a situações de alta prevalência e condições predisponentes ao avanço da adversidade. No risco médio, podem ocorrer ataques pontuais.
A mancha-amarela atinge risco alto no Centro-Sul de Santa Fe e risco médio em outras oito regiões, entre elas Córdoba Centro Norte, Entre Ríos, Sul de Santa Fe e os quatro núcleos de Buenos Aires.
A ferrugem-da-folha registra risco alto no Centro de Santa Fe e no Oeste de Buenos Aires. No Centro de Santa Fe, a ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis f. sp. tritici) também alcança risco alto. A ferrugem-amarela (Puccinia striiformis) aparece em 11 das 13 regiões, com risco alto no Oeste de Buenos Aires e médio em outras nove.
Na cevada, a mancha-em-rede (Drechslera teres) e a ramulária (Ramularia collo-cygni) apresentam risco alto no Sudoeste e no Sudeste de Buenos Aires.
A lagarta-do-cartucho alcança risco alto no milho no Leste de Santiago del Estero e Norte de Santa Fe e no Centro de Santa Fe, além de risco médio em Entre Ríos. A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) mantém risco baixo nas quatro regiões com registro da praga, incluindo plantas voluntárias de milho no NOA. O complexo de percevejos do trigo aparece com risco médio em Córdoba Centro Norte e no Centro-Sul e no Sul de Santa Fe. No Sudeste de Buenos Aires, a lesma Milax gagates registra risco alto no girassol.
Entre as plantas daninhas, o Centro de Santa Fe concentra risco alto para capim-massambará (Sorghum halepense) no pousio e para caruru (Amaranthus palmeri e Amaranthus hybridus) e capim-colchão (Digitaria sanguinalis) em milho e girassol. No Norte de Buenos Aires, buva (Conyza bonariensis e Conyza sumatrensis) e azevém (Lolium spp.) alcançam risco alto no pousio. O Sudeste da província reúne risco alto para azevém, Bassia scoparia, Brassica rapa e Raphanus sativus em pousio, cevada e trigo. Bassia scoparia e Euphorbia davidii registram risco alto no pousio do Oeste de Buenos Aires; buva e Brassica rapa, no Sudoeste.
A condição climática aparece como boa em 12 regiões, onde os cultivos enfrentam a demanda ambiental sem complicações. No NOA, a classificação regular indica dificuldades crescentes dos cultivos para atender à demanda hídrica.
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