Estudo americano indica menor custo de produção de soja no Brasil
Pesquisa aponta menor custo total no país, apesar dos maiores gastos com fertilizantes e defensivos agrícolas
O Dia do Técnico Agrícola, celebrado em 5 de novembro, destaca a importância da qualificação profissional para o desenvolvimento do agronegócio. Esses profissionais atuam na orientação aos produtores, na adoção de tecnologias e na disseminação de Boas Práticas Agrícolas (BPAs).
Segundo Andreza Fantine (na foto), líder em Boas Práticas Agrícolas da Corteva, a evolução tecnológica e os desafios climáticos ampliam a necessidade de atualização. “O acesso a novas ferramentas, produtos e métodos de manejo exige profissionais mais preparados para avaliar diferentes situações, orientar a adoção de soluções adequadas e incentivar práticas que conciliem eficiência produtiva, mais segurança e responsabilidade ambiental. Nesse contexto, investir em qualificação é fundamental para acompanhar a evolução do setor e ampliar os benefícios das tecnologias disponíveis”, afirma.
A capacitação também contribui para o uso correto de defensivos agrícolas. Entre os aspectos que exigem conhecimento técnico estão a escolha dos produtos, a regulagem dos equipamentos, as condições meteorológicas durante as aplicações, o uso de equipamentos de proteção individual e os cuidados para evitar a deriva.
Nesse contexto, a Corteva mantém há 20 anos o Programa de Aplicação Responsável (PAR), que oferece treinamentos teóricos e práticos sobre boas práticas na aplicação de defensivos. A iniciativa já percorreu cerca de 1 milhão de quilômetros, realizou aproximadamente 2 mil treinamentos e capacitou mais de 40 mil trabalhadores rurais.
“Por meio de ações de capacitação, o PAR reforça a importância de compreender não apenas as características dos produtos utilizados, mas também os fatores que interferem na qualidade da aplicação. Esse conhecimento contribui para decisões mais conscientes, redução de perdas e maior atenção aos cuidados necessários durante as operações agrícolas. Ao ampliar o acesso à informação e à orientação técnica, programas como esse ajudam a fortalecer a cultura de responsabilidade no campo”, explica Andreza.
A executiva ressalta que a atualização profissional precisa acompanhar as mudanças tecnológicas e as novas exigências do setor. “Uma agricultura cada vez mais produtiva e responsável depende não apenas da evolução das tecnologias, mas também das pessoas que sabem como utilizá-las. Investir na atualização e no aprimoramento dos conhecimentos que esses profissionais já possuem é valorizar sua experiência, fortalecer toda a cadeia produtiva e contribuir para o futuro do agronegócio brasileiro”, afirma.
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