Pesquisa identifica genes ligados à tolerância de Spodoptera exigua a inseticidas
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A Bayer exerceu sua opção de licença comercial para uma tecnologia de fixação biológica de nitrogênio desenvolvida pela Universidade da Califórnia, em Davis (UC Davis), nos Estados Unidos. A empresa concentrará o desenvolvimento inicial nas culturas de milho, arroz e trigo. A iniciativa busca ajudar as plantas a aproveitar melhor o nitrogênio.
A tecnologia utiliza edição genética nas plantas para estimular bactérias fixadoras de nitrogênio que já vivem naturalmente ao redor das raízes. Pesquisadores da UC Davis demonstraram a abordagem em arroz e trigo.
Mike Graham, líder de global Pesquisa e Desenvolvimento da divisão Crop Science da Bayer, apresentou a iniciativa durante encontro realizado em Chesterfield, Missouri, nos Estados Unidos. O evento reuniu líderes das áreas de ciência, agricultura, tecnologia, desenvolvimento e finanças.
Segundo Graham, o futuro do uso de nitrogênio nas lavouras não será definido por uma única inovação, mas pela integração de diferentes tecnologias. Ele citou como áreas a serem conectadas a edição genômica, os produtos biológicos, a engenharia do microbioma vegetal e a eficiência nutricional. A fixação biológica de nitrogênio, de acordo com o executivo, é uma das partes promissoras desse cenário.
Graham ressaltou a importância econômica do nitrogênio para a agricultura. O nutriente costuma estar entre os maiores custos de produção dos agricultores, o que gera pressão econômica e incerteza, especialmente onde o acesso ao insumo é limitado.
O executivo afirmou não enxergar um futuro sem fertilizantes. As culturas sempre precisarão de nitrogênio, e quase metade da população mundial depende hoje de alimentos produzidos com fertilizantes sintéticos. Para ele, o caminho é ajudar as plantas a fazer um uso muito mais eficiente desse recurso.
A tecnologia licenciada ainda tem um longo caminho pela frente antes de gerar valor nas lavouras. Segundo Graham, porém, a ciência é promissora, e é justamente por isso que vale explorar essa fronteira. O objetivo é oferecer mais opções e melhores resultados aos agricultores, aumentar a resiliência agrícola e contribuir para a segurança alimentar global.
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