Demanda crescente eleva preços de fretes no Brasil, diz Conab

Crescimento na procura por fretes, escassez de prestadores de serviço e reajuste do diesel são fatores chave

31.03.2025 | 17:32 (UTC -3)
Conab, edição Revista Cultivar

A movimentação de produtos agropecuários no Brasil tem sido fortemente impactada pela alta demanda por fretes, que, de acordo com o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), resultou no aumento dos preços do transporte em várias regiões do país. O relatório, divulgado nesta segunda-feira (31/3), destaca que o crescimento na procura por fretes, aliado à escassez de prestadores de serviço e ao reajuste do diesel, tem impulsionado as cotações de frete em estados como Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo.

Em Mato Grosso, a intensificação da colheita e os custos resultaram em um aumento dos preços no final de fevereiro. Já no Piauí os valores subiram, puxados pelo início antecipado da colheita da soja, chegando a  39% na média. No Maranhão, os embarques de soja pelo sistema multimodal da VLI elevaram os fretes em 26,8% na rota de Balsas ao Terminal Portuário de São Luís.

Na Bahia, enquanto algumas praças registraram aumentos devido à maior demanda, em Irecê houve redução, reflexo da ampliação da oferta de prestadores de serviço. Em São Paulo, os valores subiram levemente, e seguem nos maiores patamares históricos recentes, devido à concorrência por caminhões com outras regiões produtoras. No Paraná, a valorização da soja impactou diretamente os fretes, com aumentos de 20% em Campo Mourão, 19,35% em Cascavel e 11,94% em Ponta Grossa.

Em Goiás, a dificuldade em encontrar caminhões e a alta demanda por transporte, especialmente para os portos de Santos e Paranaguá, refletiram nos preços. Já no Distrito Federal, os aumentos foram de 12% a 15%, com destaque para as rotas de Araguari (MG), Santos (SP) e Imbituba (SC). Em Mato Grosso do Sul, a alta nos fretes foi impulsionada pela colheita das culturas de verão e pela elevação do ICMS, resultando em custos elevados para o escoamento da safra.

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