Déficit das contas externas do Brasil sobe em julho

Resultado foi influenciado por aumento nas despesas de renda primária

26.08.2025 | 12:38 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da Agência Brasil

As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 7,1 bilhões em julho de 2025. O saldo negativo superou o de julho de 2024, quando o déficit foi de US$ 5,2 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Banco Central.

O BC informou que o saldo da balança comercial de bens reduziu US$ 514 milhões no período. Já o déficit em renda primária cresceu US$ 1,4 bilhão. Em julho, a balança comercial de bens teve superávit de US$ 6,5 bilhões, abaixo dos US$ 7 bilhões de igual mês do ano anterior. As exportações somaram US$ 32,6 bilhões, alta de 4,8%. As importações avançaram 8,3% e alcançaram US$ 26,1 bilhões.

A conta de serviços apresentou déficit de US$ 5 bilhões, resultado próximo ao de julho de 2024. As despesas líquidas com viagens internacionais cresceram 34,1% e chegaram a US$ 1,6 bilhão, com aumento nas despesas de 27,2% e nas receitas de 13,3%. As despesas com serviços de telecomunicação, computação e informações subiram 52,7%, para US$ 791 milhões. As de propriedade intelectual avançaram 26,2%, para US$ 842 milhões. No caso de aluguel de equipamentos, houve crescimento de 7%, totalizando US$ 1 bilhão.

A renda primária apresentou déficit de US$ 8,9 bilhões, 18,1% maior que em julho de 2024. As despesas líquidas com juros somaram US$ 4,2 bilhões, abaixo dos US$ 4,4 bilhões de um ano antes. Já os gastos com lucros e dividendos alcançaram US$ 4,7 bilhões, contra US$ 3,2 bilhões em julho de 2024, influenciados por queda de US$ 1,1 bilhão nas receitas.

Nos 12 meses encerrados em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 75,3 bilhões, o equivalente a 3,5% do PIB. Em julho de 2024, esse valor estava em US$ 30,7 bilhões, ou 1,37% do PIB.

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