Brasil lidera exportações de algodão na safra 2025/26
Volume embarcado no período cresceu 19%; USDA projeta manutenção da liderança brasileira em 2026/27
As condições meteorológicas previstas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para os próximos dias exigem maior atenção às lavouras de milho segunda safra na Região Centro-Oeste do país. De acordo com o acompanhamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita encontra-se em fase final no Brasil, com 84,7% da área nacional já colhida.
Em Mato Grosso, os trabalhos estão praticamente concluídos, e as produtividades observadas superaram as estimativas iniciais esperadas pelos produtores. Em Goiás, a colheita avança nas regiões norte e leste e se aproxima da finalização em áreas do sudoeste. Já em Mato Grosso do Sul, a ocorrência de chuvas restringiu o avanço das operações em parte do estado; nesse contexto, o tempo firme previsto para os próximos dias tende a favorecer a retomada e a aceleração da colheita, além de contribuir para a secagem natural dos grãos.
Para as lavouras de milho segunda safra que se encontram predominantemente nas fases de maturação fisiológica e colheita, a ausência de precipitação tende a exercer efeito favorável do ponto de vista operacional, pois contribui para a redução gradual da umidade dos grãos, melhora a uniformidade da secagem no campo e amplia as janelas de colheita. Esse cenário pode reduzir a necessidade de secagem artificial e diminuir o risco de deterioração pós-colheita associado ao excesso de umidade.
No entanto, nas áreas mais tardias, ainda em enchimento de grãos, a combinação entre temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e manutenção do déficit hídrico no solo pode intensificar a evapotranspiração, limitar a translocação de fotoassimilados para os grãos e reduzir o peso final, com reflexos diretos sobre o potencial produtivo.
A previsão de precipitação acumulada para os próximos sete dias, com base no modelo do Consórcio para Modelagem em Pequena Escala (Cosmo), indica volumes baixos e pontuais, localizados principalmente no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas da Região Centro-Oeste, a tendência é de predomínio de tempo estável ao longo da semana, sob influência de uma massa de ar seco.
Esse padrão atmosférico favorece a elevação das temperaturas máximas, que devem variar entre 34 °C a 38 °C em grande parte da região, podendo superar 40 °C em áreas do norte e centro-sul de Mato Grosso e norte do Mato Grosso do Sul.
A umidade relativa do ar deve permanecer abaixo de 20% em áreas do norte de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e setores noroeste, sudeste e norte de Mato Grosso, especialmente no período da tarde. Esse cenário intensifica a condição de secura atmosférica e requer atenção para riscos associados ao desconforto térmico, ao aumento da evapotranspiração e à maior demanda hídrica das culturas e pastagens.
O Inmet alerta que a combinação de temperaturas elevadas, ausência de precipitação e baixos índices de umidade relativa do ar deve favorecer a redução da umidade da vegetação e da palhada remanescente das lavouras recém-colhidas, elevando o risco de propagação de focos de incêndio em áreas agrícolas e pastagens secas.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura