Bosch mantém receita em 2025 e ajusta estratégia

Grupo fecha ano difícil com vendas de € 91 bilhões

30.01.2026 | 08:33 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Sven Kahn

A Bosch encerrou 2025 com receita estável de € 91 bilhões e margem EBIT operacional ao redor de 2%. O desempenho ficou abaixo do esperado. A empresa atribuiu o resultado ao ambiente econômico fraco e à pressão competitiva global. A companhia confirmou a manutenção da Strategy 2030 para recuperar margens e ampliar capacidade de investimento. Os resultados são preliminares.

O crescimento ajustado por câmbio alcançou 4,2%. A margem EBIT caiu ante 2024, quando atingiu 3,5%. A administração classificou o exercício como difícil. A empresa não projeta melhora relevante nos mercados antes de 2027.

A Bosch reforçou a meta de alcançar crescimento anual de vendas entre 6% e 8% e margem mínima de 7%. O cronograma mudou. A companhia agora espera atingir a margem-alvo a partir de 2027. Custos elevados, tarifas maiores e provisões para ajustes estruturais pressionaram o resultado.

Competitividade na agenda

A competitividade entrou no centro da agenda. A empresa busca reduzir o gap de custos e ajustar capacidades à demanda. A estratégia inclui revisão de investimentos, redução de despesas com pessoal e simplificação organizacional. O negócio de Mobilidade enfrenta um gap anual estimado em 2,5 bilhões de euros, associado à transição para a eletromobilidade e à competição no setor automotivo. A Bosch anunciou a necessidade de cortar cerca de 13 mil postos adicionais.

Mesmo sob pressão, a companhia apontou oportunidades. Em mobilidade orientada por software, a Bosch conquistou pedidos de 10 bilhões de euros em soluções para direção automatizada, sensores e computadores veiculares. A empresa prevê aceleração desse mercado na próxima década.

O portfólio de HVAC impulsionou Energia e Tecnologia Predial. A área registrou vendas de 8,4 bilhões de euros, alta anual de 12,3%. A divisão Home Comfort projeta quase dobrar a receita para 8 bilhões de euros no médio prazo. Em Bens de Consumo, as vendas recuaram nominalmente para 19,9 bilhões de euros, afetadas pela cautela do consumidor. Em Tecnologia Industrial, a receita atingiu 6,5 bilhões de euros, com estabilidade nominal.

Análise regional

Por região, a Europa apresentou o pior desempenho nominal, com 44,2 bilhões de euros. As Américas cresceram para 18,5 bilhões de euros. A Ásia-Pacífico alcançou 28,3 bilhões de euros. O quadro de pessoal global caiu 1% e fechou 2025 com 412,4 mil colaboradores. A maior redução ocorreu na Alemanha.

Para 2026, a Bosch projeta crescimento global de 2,3% e maior pressão de preços. A empresa espera avanços graduais na margem com a execução da Strategy 2030, mantendo investimentos em áreas futuras como inteligência artificial, com previsão de 2,5 bilhões de euros até 2027.

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