Adama debate novas estratégias para manejo de plantas daninhas

Encontro reuniu pesquisadores para discutir resistência, combinações de herbicidas e formulações

03.11.2026 | 15:48 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Flavia Camargo

A resistência de plantas daninhas marcou o Insight Herbicidas, encontro promovido pela Adama em Foz do Iguaçu (PR). Pesquisadores da Embrapa Soja, do IMAmt e da Fundação ABC discutiram combinações de mecanismos de ação e formulações para o manejo nas próximas safras.

O uso repetido de herbicidas com o mesmo mecanismo favorece a seleção de plantas resistentes. Entre as preocupações estão o capim-pé-de-galinha, o azevém resistente e outras gramíneas de difícil controle. Os especialistas ressaltaram que falhas de aplicação não significam necessariamente resistência.

“Quando o resultado de uma aplicação fica abaixo do esperado, é importante descobrir a causa antes de simplesmente trocar de produto. O histórico da área, o estágio de desenvolvimento das plantas e as condições da pulverização precisam ser considerados. Sem essa análise, o produtor corre o risco de repetir operações que não resolvem o problema”, explica Deborah Baruzo (na foto), gerente de Herbicidas da Adama.

A associação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação exige avaliação da eficácia de cada componente sobre a espécie-alvo, da seletividade para a cultura e das condições de uso. Os pesquisadores também destacaram os produtos residuais para reduzir novos fluxos de emergência.

O planejamento para a soja 2026/27 deve considerar as espécies presentes e o histórico da área. Novas biotecnologias de sementes ampliam as ferramentas, mas não eliminam o risco de resistência.

As formulações podem influenciar a estabilidade do produto na calda, a distribuição na pulverização e o comportamento do ingrediente ativo no solo.

“A formulação é uma das peças dessa evolução. O caminho é reunir conhecimento sobre os diferentes mecanismos de ação, a forma como os produtos se comportam e as exigências de cada cultura. Os próximos avanços devem considerar cada vez mais essa integração de tecnologias e as particularidades dos sistemas agrícolas, para desenvolver programas que respondam às necessidades das lavouras”, afirma Deborah.

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