Abrapa aponta exportações recordes no algodão 2025/26

Plantio avança, consumo interno reage e estoques finais crescem no país

19.01.2026 | 18:37 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações Júlia Hammes

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão divulgou o primeiro relatório da safra 2025/26. O documento apresenta o andamento do plantio no país, o encerramento do beneficiamento da safra anterior e as projeções para exportações, consumo doméstico, estoques e mercado internacional.

A semeadura da nova safra já começou e avança em ritmo consistente. Estados produtores de algodão segunda safra lideram os trabalhos. A colheita mais rápida da soja em Mato Grosso favoreceu o calendário.

A área plantada de algodão no Brasil deve recuar 5,5% na safra 2025/26. O total estimado soma 2,052 milhões de hectares. O ajuste reflete decisões dos produtores diante do cenário de mercado e dos custos de produção.

As exportações mantiveram desempenho elevado. Em dezembro de 2025, o Brasil embarcou 452,5 mil toneladas de algodão, com receita de US$ 707,4 milhões. O volume marcou recorde para o mês e superou em 28,2% o resultado de dezembro de 2024.

A China liderou como principal destino, com 32% do total exportado em dezembro. No acumulado de agosto a dezembro de 2025, o país asiático também ocupou a primeira posição, com 364,0 mil toneladas, o equivalente a 26% dos embarques. Para a safra 2025/26, a projeção indica exportações de 3,2 milhões de toneladas, alta de 13% frente ao último ano comercial.

No mercado interno, o relatório aponta recuperação gradual. A produção têxtil cresceu 6,8% entre janeiro e novembro de 2025. A produção de vestuário avançou 0,7% no mesmo intervalo.

Os estoques finais de algodão no Brasil seguem em alta. Para julho de 2026, a projeção indica 835 mil toneladas. O volume representa crescimento de 65% em relação à safra anterior.

No cenário internacional, o relatório mensal do USDA, divulgado em 12 de janeiro de 2026, projeta produção global de 26,0 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume indica alta de 0,8%. China, Brasil e Índia devem ampliar a oferta, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos tendem a reduzir a produção. O consumo mundial ficou estimado em 25,89 milhões de toneladas, praticamente estável.

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