Teste de DNA acelera detecção da mosca-da-asa-manchada

Método com PCR em tempo real identifica infestação em poucas horas e melhora controle da praga

16.01.2026 | 08:36 (UTC -3)
Revista Cultivar
Foto: Hannah Burrack, North Carolina State University
Foto: Hannah Burrack, North Carolina State University

Pesquisadores da Universidade de Minnesota testaram um método de PCR em tempo real para detectar e quantificar a infestação da mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) em frutas. A técnica reduziu o tempo de identificação de semanas para cerca de cinco horas. O teste mede a quantidade de DNA da praga diretamente no tecido do fruto.

O estudo avaliou a eficiência do método em ovos de Drosophila suzukii. A abordagem substitui técnicas tradicionais, como microscopia e extração de larvas, que exigem mais tempo e apresentam menor precisão nos estágios iniciais da infestação.

Relação linear negativa

Os pesquisadores observaram relação linear negativa entre a concentração de ovos e o valor de Ct do PCR. Quanto maior o número de ovos por volume de amostra, menor o Ct registrado. O modelo apresentou bom ajuste em amostras padrão e em frutos coletados no campo.

Em testes de laboratório, o método detectou infestação em mirtilo, framboesa e morango. A taxa de amplificação atingiu quase 97% das amostras. No campo, a adição de polivinilpirrolidona aumentou o sucesso das análises, sobretudo em framboesas. O composto reduziu a interferência de fenóis presentes nos frutos, que prejudicam a reação molecular.

Capacidade de identificação

O trabalho mostrou capacidade de identificar concentrações equivalentes a um ovo por fruto em amostras de morango. Em volumes maiores, a técnica pode gerar falso negativo quando a infestação ocorre em nível muito baixo. Mesmo assim, os autores validaram o protocolo em frutos naturalmente infestados, com contagens entre um e 52 ovos por amostra.

A mosca-da-asa-manchada não possui nível de tolerância aceito pelo mercado. Distribuidores rejeitam cargas contaminadas. A detecção rápida favorece decisões de manejo antes da colheita e do envio. O método também apoia estudos de resistência varietal e estratégias de controle em estágios iniciais da praga.

Outras informações em doi.org/10.3390/insects17010102

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