PR Safra 2024/25: instabilidade climática afeta produtividade
Apesar das chuvas recentes, as lavouras de milho e soja têm enfrentado dificuldades
O Governo de São Paulo anunciou o início da fase amarela da Operação São Paulo Sem Fogo, voltada à prevenção e preparação para o período crítico da estiagem. Entre as medidas, estão a compra de equipamentos, treinamentos, reforço de equipes e ampliação da estrutura de combate a incêndios.
Uma das principais mudanças é o endurecimento das penalidades para quem provocar queimadas ilegais. Alterações na legislação ambiental preveem multas específicas para proprietários rurais que não adotarem medidas preventivas, variando entre R$ 5 mil e R$ 10 milhões. Quem causar incêndios em áreas produtivas ou vegetação sem autorização poderá pagar R$ 3 mil por hectare atingido, com possibilidade de dobrar em casos mais graves.
Além do aumento nas punições, o governo investirá R$ 17,3 milhões na compra de 101 veículos e 336 equipamentos para a Defesa Civil, com entrega prevista para maio. Também serão realizadas 15 oficinas preparatórias, distribuindo kits de proteção e combate às queimadas para cerca de 200 municípios prioritários.
Outra iniciativa é a ampliação do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), que contará com um novo serviço de meteorologia para previsões mais precisas. Na área ambiental, a Fundação Florestal destinará R$ 11 milhões para ações de prevenção e combate, incluindo a contratação de bombeiros civis e aquisição de equipamentos.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP) também investirá mais de R$ 300 milhões na manutenção de rodovias, com serviços de roçada e capina para reduzir o risco de queimadas nas faixas de domínio.
Em 2024, São Paulo enfrentou a maior seca da história, mobilizando 15 mil pessoas e investindo R$ 260 milhões no combate aos incêndios. Com os novos recursos e medidas de prevenção, o governo busca reduzir ocorrências e aprimorar a resposta durante o período crítico.
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