PR Safra 2024/25: instabilidade climática afeta produtividade
Apesar das chuvas recentes, as lavouras de milho e soja têm enfrentado dificuldades
A podridão peduncular, também conhecida como podridão de ramos, gomose de ramo ou Bot gummosis (em inglês), tem preocupado citricultores devido ao aumento da sua incidência nos últimos meses. A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, ou “fungos Bot”, incluindo Lasiodiplodia e Dothiorella, que se tornam patogênicos quando as plantas enfrentam estresse, como altas temperaturas, seca intensa e outras doenças.
Nos pomares paulistas, o estresse térmico e hídrico registrado entre fevereiro e março favoreceu a disseminação da doença. A infecção provoca rachaduras nos ramos, podridão em pedúnculos e frutos, além de exsudação de goma, podendo levar ao secamento parcial ou total da copa das árvores.
“Tivemos um período de altas temperaturas e déficit hídrico em fevereiro e março deste ano, o que deixou as plantas bastante afetadas, em algumas situações. Além das questões climáticas, as plantas também estavam com outras doenças, o que as deixaram vulneráveis às infecções pelos fungos Bot. Ao chover, o ambiente ficou mais úmido e os fungos infectaram e colonizaram os tecidos das plantas e os sintomas foram observados”, destaca o pesquisador do Fundecitrus Geraldo Silva Junior.
O controle da podridão peduncular exige monitoramento constante e um manejo integrado com práticas culturais, defensivos químicos e biológicos e medidas para reduzir o estresse das plantas, como o uso de protetores solares. Como a doença era considerada secundária no cinturão citrícola, ainda há poucos estudos sobre o controle eficaz nas condições brasileiras.
O Fundecitrus já iniciou pesquisas para identificar as espécies de fungos envolvidas e avaliar estratégias de manejo. Enquanto isso, citricultores podem buscar orientação direta com os técnicos da entidade para minimizar os impactos da doença nas lavouras.
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