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A Mosaic Company reportou queda acentuada da demanda por fertilizantes no quarto trimestre de 2025 e divulgou números preliminares de vendas impactados por condições de mercado adversas, principalmente na América do Norte e no Brasil. A Mosaic Company planeja divulgar os resultados financeiros completos do quarto trimestre de 2025 na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.
Na América do Norte, a demanda recuou além da sazonalidade típica do período. Aplicações de outono perderam força diante da pressão sobre a rentabilidade dos produtores rurais e do início antecipado do inverno, que reduziu a janela de aplicação. O mercado de fosfatos sofreu mais, devido à menor competitividade de preços frente ao potássio. Os embarques de fosfato na região ficaram cerca de 20% abaixo do registrado um ano antes. A demanda por potássio também cedeu, porém de forma moderada.
Nesse cenário, a Mosaic vendeu aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de fosfato e 2,2 milhões de toneladas de potássio no trimestre. Para reagir à demanda mais fraca, a companhia ajustou o plano de produção de fosfatos e redirecionou volumes para mercados com consumo mais resiliente, mantendo a produção alinhada ao trimestre anterior. A menor venda pressionou o fluxo de caixa e elevou estoques.
No Brasil, o mercado deteriorou ainda mais. Restrições de crédito e concorrência intensa, impulsionada pela entrada de fosfatos de menor concentração vindos da China, reduziram demanda e margens. As vendas da Mosaic Fertilizantes ficaram bem abaixo do esperado no trimestre. No acumulado do ano, os volumes somaram cerca de 9 milhões de toneladas, estáveis na comparação anual, mas refletindo a retração do mercado.
Apesar do trimestre fraco, a empresa projeta 2026 mais construtivo. Produtores devem repor nutrientes após a colheita robusta de 2025. Pagamentos governamentais adicionais tendem a estimular a demanda na aplicação de primavera na América do Norte.
Conforme a empresa, o mercado global de fosfatos mostra equilíbrio a aperto, com impacto crescente das restrições chinesas às exportações, previstas ao menos até o primeiro semestre. Os preços já reagiram desde o início do ano. O mercado de potássio segue equilibrado, com maior estabilidade esperada após a definição antecipada do contrato chinês. A indústria projeta embarques globais recordes de fosfato e potássio em 2026.
No Brasil, expansão de área plantada e boas produtividades podem sustentar a demanda, enquanto a repetição do forte volume de importações chinesas de baixo teor parece improvável.
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