RS Safra 2025/26: semeadura do trigo avança para 87%
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Pesquisadores chineses elevaram o rendimento da soja sob alta densidade de cultivo por meio da edição simultânea de quatro genes. A técnica CRISPR/Cas9 desativou os genes GmCRCK1a, GmCRCK1b, GmCRCK1c e GmCRCK1d. As linhagens mutantes produziram sementes maiores e registraram ganhos de produtividade entre 12% e 29% em comparação com a cultivar Dongnong50 (DOI 10.1111/pbi.70713).
Os ensaios ocorreram em Daqing, em 2024, e Heihe, em 2025. O estudo avaliou diferentes populações de plantas. O aumento da densidade reduziu o número de vagens e sementes por planta em todos os materiais. Os mutantes, porém, mantiveram maior peso de cem sementes. Esse resultado ampliou a produção por planta e por parcela.
Em Daqing, o rendimento das parcelas cresceu entre 12% e 16%. Em Heihe, o avanço variou de 15% a 29%. Os pesquisadores atribuíram o desempenho ao maior peso das sementes. O número de vagens e de grãos por planta não apresentou diferença significativa em relação ao controle.
A edição também aumentou comprimento, largura e espessura das sementes. As linhagens apresentaram maior teor total de aminoácidos e proteína. O teor de óleo não sofreu alteração significativa na maioria dos materiais. Uma linhagem registrou redução no teor total de ácidos graxos e no ácido linoleico.
A análise fosfoproteômica identificou 1.163 proteínas com fosforilação diferencial. Essas proteínas participaram de rotas ligadas ao metabolismo de nitrogênio, carbono e ácidos graxos. Os resultados indicam potencial para incorporar os quatro genes em programas de melhoramento voltados à soja de alto rendimento, elevado teor proteico e cultivo adensado.
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