Desafio CESB registra recorde de produtividade em 2026
Produtor de Santa Catarina alcança 156,13 sacas de soja por hectare e vence o Desafio Nacional de Máxima Produtividade
O vazio sanitário da soja está em vigor no Rio Grande do Sul desde 3 de julho e segue até 30 de setembro. A medida, considerada uma das principais estratégias de manejo da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), proíbe a manutenção de plantas vivas da cultura nas áreas agrícolas durante o período.
Segundo a Emater/RS, o objetivo é interromper o ciclo da doença, reduzir a quantidade de inóculo no ambiente e aumentar a eficiência das demais estratégias de controle. Neste ano, as condições climáticas contribuíram para esse processo.
De acordo com a entidade, as sucessivas geadas registradas em diversas regiões do Estado eliminaram naturalmente grande parte das plantas voluntárias que emergiram após a colheita, reduzindo significativamente a chamada “ponte verde”. Ainda assim, áreas com plantas remanescentes continuam representando risco para a sobrevivência do fungo e exigem atenção dos produtores.
Mesmo em pequena quantidade, essas plantas podem servir de hospedeiras do patógeno, favorecendo sua permanência entre uma safra e outra e antecipando o surgimento da doença no próximo ciclo. Por isso, a Emater/RS orienta os produtores a monitorarem as áreas e eliminarem eventuais plantas voluntárias.
A entidade destaca ainda que a importância do vazio sanitário aumenta diante da redução da sensibilidade da ferrugem-asiática a diferentes grupos de fungicidas observada nas últimas safras. Nesse cenário, o manejo integrado torna-se essencial, combinando o vazio sanitário com o uso de cultivares adaptadas, a semeadura dentro do calendário recomendado, o monitoramento das lavouras e a rotação de mecanismos de ação dos fungicidas.
Segundo a Emater/RS, nenhuma tecnologia isolada é suficiente para controlar a doença. A prevenção durante a entressafra, com a eliminação de plantas remanescentes, permanece como uma das medidas mais eficientes e de menor custo para proteger o potencial produtivo da próxima safra.
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