Mercado Agrícola - 4.ago.2026
Avanço das lavouras americanas reduz preços da soja, enquanto perdas de qualidade apoiam outros grãos
A semeadura do trigo no Brasil está praticamente concluída, alcançando 99,9% da área prevista, enquanto a colheita do milho segunda safra avançou para 69,1% da área cultivada, segundo o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No Rio Grande do Sul, as chuvas bem distribuídas favoreceram a conclusão da semeadura do trigo e o desenvolvimento inicial das lavouras. As áreas implantadas mais cedo no Oeste já iniciaram a floração e apresentam boas condições fisiológicas e sanitárias, sem registros de pragas. No Paraná, 97% das lavouras foram classificadas como boas e 3% como regulares. Em Santa Catarina, predomina a fase vegetativa, enquanto, em São Paulo, grande parte das áreas está em enchimento de grãos.
Em Mato Grosso do Sul, o monitoramento fitossanitário permanece intensificado, com atenção para brusone e giberela. Já em Minas Gerais, a colheita do trigo de sequeiro está praticamente encerrada no Noroeste, mas as produtividades seguem abaixo do esperado e a qualidade varia entre as regiões. Em Goiás, cerca de 55% da área já foi colhida.
No milho segunda safra, Mato Grosso se aproxima da conclusão da colheita, mantendo boas produtividades. O Paraná segue avançando com apoio do tempo seco, enquanto, em Goiás, a redução da umidade dos grãos também favoreceu os trabalhos no campo. Em São Paulo, o avanço permanece mais lento devido ao prolongamento do ciclo da cultura e à elevada umidade dos grãos.
Em Minas Gerais, a baixa produtividade vem se confirmando nas áreas de sequeiro. No Mato Grosso do Sul, as chuvas interromperam temporariamente a colheita na região Sudoeste, mas os trabalhos continuaram nas demais regiões. No Tocantins, Bahia, Maranhão, Piauí e Pará, a colheita segue em fase final, embora parte das áreas tardias apresente redução de produtividade em razão da interrupção precoce das chuvas.
A colheita do algodão alcançou 28,4% da área nacional. Em Mato Grosso, os trabalhos avançam na primeira safra, enquanto a segunda ainda está em estágio inicial de colheita, com o bicudo-do-algodoeiro mantido sob controle. Em Goiás, a retirada da fibra atingiu metade da área nas principais regiões produtoras, com rendimentos dentro das expectativas. Em Minas Gerais, as produtividades têm superado as estimativas iniciais, principalmente nas áreas irrigadas.
No feijão, a colheita da segunda safra de feijão-caupi no Oeste da Bahia alcançou quase 73% da área, com boa qualidade dos grãos. Já na terceira safra, Minas Gerais registra avanço da colheita com boa qualidade e rendimento, favorecidos pela menor pressão de mosca-branca. Em Goiás, pouco mais da metade da área foi colhida, enquanto, na Bahia, a estiagem mantém as lavouras sob estresse hídrico e reduz o potencial produtivo das primeiras áreas colhidas.
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