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A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, movimentou o equivalente a 835 mil contêineres de 20 pés (TEU) no primeiro semestre de 2026, volume recorde para o período e que supera em 4% os 803 mil TEUs registrados em 2025.
O resultado foi impulsionado pelo avanço nas exportações e importações de contêineres cheios. Os embarques cresceram 10%, avançando de 3,816 milhões de toneladas para 4,180 milhões de toneladas, enquanto os desembarques também tiveram uma alta de 9%, passando de 1,503 milhão de toneladas para 1,635 milhão de toneladas.
Os segmentos comerciais com melhor desempenho nos embarques foram o de carnes e congelados, com 2,031 milhões de toneladas exportadas, alta de 16%, e de papel e celulose, que cresceu 9%. Nas importações, o segmento automotivo somou 292 mil toneladas desembarcadas, 8% acima do volume do ano anterior, e o de bens de consumo chegou a 106 mil toneladas, avanço de 10%.
“Com avanços em infraestrutura, serviços customizados, atendimento especializado e o maior portifólio de serviços marítimos do país, o Terminal encerra o primeiro semestre com o melhor desempenho de sua história, resultado do aumento do volume de embarques e desembarques de clientes já consolidados, assim como a conversão de novos clientes”, explica Fabio Mattos, gerente comercial da TCP.
O Terminal conta com o maior número de serviços marítimos entre os terminais brasileiros, são 22 linhas semanais regulares, incluindo cabotagem e longo curso, que conectam Paranaguá à costa brasileira e a portos das Américas, África, Europa e Ásia. No primeiro semestre, 514 navios atracaram no cais da TCP.Nas vias de acesso rodoviário (gate), a TCP registrou a passagem de 332 mil contêineres no primeiro semestre, volume 8% superior às 297 mil unidades movimentadas no primeiro semestre de 2025.
O Terminal também é o único da Região Sul do Brasil a contar com uma conexão direta entre a área alfandegada e uma linha férrea. De janeiro a junho, a TCP recebeu 661 trens e 53 mil contêineres cheios para exportação. A expectativa é de que este volume aumente em cerca de 20% com a conclusão, neste mês de julho, da obra de ampliação da área de manobras dentro do pátio de operações, que recebeu 757 metros adicionais de ferrovia.
“A ferrovia conecta Paranaguá às regiões Oeste e Norte do estado do Paraná e é uma solução estratégica, que atende principalmente exportadores de papel e celulose e de carne de frango. A conclusão da obra vai fortalecer a capacidade de movimentação e deve fortalecer a utilização do modal na cadeia logística dos clientes do Terminal”, comenta Mattos.
A movimentação de contêineres refrigerados (reefer) atingiu um novo recorde histórico para o primeiro semestre. Foram 76 mil contêineres, volume 10% superior às 69 mil unidades do mesmo período de 2025.
O desempenho foi estimulado pelos embarques de carne de frango. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil alcançou o melhor resultado da história para as exportações de carne de frango, que foram de 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% em volume, e de US$ 5,7 bilhões em receita, número 17% superior ao do primeiro semestre de 2025.
Na TCP, os embarques de carne de frango dispararam 18%, acima da média nacional, e passaram de 1,115 milhão de toneladas para 1,314 milhão de toneladas. Com isso, o Terminal ampliou sua participação de mercado nas exportações de carne de frango de 45% para 47%. Os principais destinos foram China (10%), África do Sul (9%) e Emirados Árabes Unidos (8%).
Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, “2025 foi um ano desafiador para os produtores de carne de frango, por conta das restrições aos embarques do produto após a identificação de um foco de gripe aviária no país. Com a resolução do caso, os volumes de exportação dispararam a partir de dezembro e, em 2026, a TCP chegou a uma participação de mercado de 47% nos embarques nacionais do produto”.
Nas exportações de carne bovina, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), informou que o Brasil embarcou 1,705 milhão de toneladas no primeiro semestre, alta de 15,5%, enquanto a receita avançou 36,2%, chegando à marca de US$ 9,85 bilhões.
No segmento, a TCP obteve um desempenho estável, embarcando 364 mil toneladas do produto, resultando em uma participação de mercado de 23% nas exportações. Os principais destinos foram China (48%), Estados Unidos (12%) e Rússia (7%).
Mattos ressalta que "a TCP detém o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados do Brasil, com 5.280 tomadas e, neste mês de agosto, está concluindo a instalação de mais 220 tomadas, chegando a um total de 5.500 plugs. Novos investimentos já estão planejados e o Terminal deve ter mais de 6.000 tomadas até o fim de 2027, ampliando o protagonismo de Paranaguá como o maior corredor de exportação de carnes e congelados do país”.
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