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A seca perdeu intensidade em grande parte do Brasil entre janeiro e fevereiro, com abrandamento registrado no Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, segundo a mais recente atualização do Monitor de Secas. No Sul, o fenômeno manteve estabilidade em termos de severidade, mas avançou em área.
No total, a porção do território nacional com registro de seca caiu de 63% para 54%, passando de 5,4 milhões para 4,5 milhões de quilômetros quadrados no período.
Em termos de severidade, houve redução da intensidade da seca em 17 unidades da Federação, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Pará. Por outro lado, o fenômeno se intensificou apenas em dois estados: Amapá e Roraima.
A condição permaneceu estável em cinco estados — Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina. Já o Distrito Federal e o Espírito Santo se juntaram ao Acre e ficaram livres de seca em fevereiro.
Entre as regiões, o Nordeste apresentou o quadro mais severo do país, sendo a única a registrar seca extrema e com 95% de sua área afetada. Já o Norte teve a condição mais branda, com apenas 29% do território com registro do fenômeno.
Apesar da melhora geral na intensidade, a área com seca aumentou apenas na região Sul, enquanto diminuiu nas demais regiões.
Na comparação mensal, quatro estados ampliaram a área afetada pela seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Roraima. Em contrapartida, houve redução em nove estados, entre eles Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins.
Outras 11 unidades da Federação mantiveram estabilidade na área atingida, enquanto Distrito Federal e Espírito Santo deixaram de registrar o fenômeno.
Sete estados tiveram 100% do território com registro de seca em fevereiro: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Nos demais, os índices variaram entre 8% e 94%.
Considerando a extensão territorial, o Amazonas lidera a área total afetada pela seca, seguido por Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Maranhão.
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