Bioinsumos avançam e entram em fase de consolidação
Setor ganha espaço sobre químicos, enfrenta desafios e projeta crescimento global até 2030
A distribuição irregular de chuvas e temperaturas elevadas reduzem o desempenho do milho segunda safra no Paraná. O atraso na colheita da soja postergou a semeadura e levou parte das áreas fora da janela ideal. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A semeadura avança nas regiões sul, sudoeste, oeste e centro-oeste, com lavouras em fase vegetativa. Norte e noroeste ainda concluem o plantio. Diferenças de época e de clima indicam avanço desigual da safra.
Em Marechal Cândido Rondon, o plantio ocorreu na primeira quinzena de fevereiro. A partir da segunda quinzena, falta de chuva e calor intenso elevaram o déficit hídrico já na fase vegetativa. Houve picos de temperatura e déficit ao longo de fevereiro e março.
Em Ivaí, o plantio seguiu período semelhante. Temperaturas mais amenas reduziram o estresse hídrico. A previsão indica tempo mais seco e aquecimento, com tendência de aumento do déficit.
No norte, a semeadura ganhou ritmo no início de março. Chuvas mais frequentes favoreceram o estabelecimento inicial, apesar de intervalos quentes.
Déficit hídrico na fase vegetativa limita alongamento do colmo e reduz área foliar. Plantas ficam mais baixas. Ocorre encartuchamento de folhas. Persistência do estresse reduz transpiração e entrada de CO2, com queda na fotossíntese. Há impacto em componentes de rendimento, com menos fileiras e espigas menores.
A previsão aponta chuvas irregulares nos próximos dias. Norte e centro-oriental podem receber 20 a 40 mm. Demais regiões devem acumular 3 a 10 mm. Temperaturas máximas acima de 30 ºC mantêm risco de déficit hídrico.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura