Chuvas irregulares prejudicam milho safrinha no Paraná

Déficit hídrico e calor reduzem desenvolvimento inicial e elevam risco à produtividade

18.03.2026 | 18:02 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Inmet

A distribuição irregular de chuvas e temperaturas elevadas reduzem o desempenho do milho segunda safra no Paraná. O atraso na colheita da soja postergou a semeadura e levou parte das áreas fora da janela ideal. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A semeadura avança nas regiões sul, sudoeste, oeste e centro-oeste, com lavouras em fase vegetativa. Norte e noroeste ainda concluem o plantio. Diferenças de época e de clima indicam avanço desigual da safra.

Em Marechal Cândido Rondon, o plantio ocorreu na primeira quinzena de fevereiro. A partir da segunda quinzena, falta de chuva e calor intenso elevaram o déficit hídrico já na fase vegetativa. Houve picos de temperatura e déficit ao longo de fevereiro e março.

Em Ivaí, o plantio seguiu período semelhante. Temperaturas mais amenas reduziram o estresse hídrico. A previsão indica tempo mais seco e aquecimento, com tendência de aumento do déficit.

No norte, a semeadura ganhou ritmo no início de março. Chuvas mais frequentes favoreceram o estabelecimento inicial, apesar de intervalos quentes.

Déficit hídrico na fase vegetativa limita alongamento do colmo e reduz área foliar. Plantas ficam mais baixas. Ocorre encartuchamento de folhas. Persistência do estresse reduz transpiração e entrada de CO2, com queda na fotossíntese. Há impacto em componentes de rendimento, com menos fileiras e espigas menores.

A previsão aponta chuvas irregulares nos próximos dias. Norte e centro-oriental podem receber 20 a 40 mm. Demais regiões devem acumular 3 a 10 mm. Temperaturas máximas acima de 30 ºC mantêm risco de déficit hídrico.

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