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A seca avançou em severidade no Centro-Oeste, Nordeste e Norte entre julho e agosto, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas. No período, o fenômeno se intensificou em 17 unidades da Federação, enquanto apenas Rio de Janeiro e São Paulo registraram abrandamento. No Sul, o Paraná deixou de apresentar áreas sob seca e passou a acompanhar Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que permaneceram livres do fenômeno.
Considerando todo o território brasileiro, a área sob influência da seca aumentou de 4,43 milhões para 5,19 milhões de km² entre julho e agosto, equivalente a aproximadamente 61% do território nacional.
Em relação à severidade, a intensificação foi registrada no Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraíba mantiveram o mesmo nível de severidade observado em julho.
Em agosto, a seca voltou a ser registrada no Amapá e no Distrito Federal. Já no Paraná, o fenômeno deixou de ser observado, mantendo o Sul do país com Rio Grande do Sul e Santa Catarina em condição de ausência de seca.
Entre as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Nordeste apresentou o quadro mais severo em agosto. A região tinha 16% de seu território sob seca grave e, considerando todas as categorias do fenômeno, 90% de sua área apresentava algum nível de seca.
Na comparação mensal, o Nordeste também concentrou o maior percentual de área afetada pelo fenômeno. O Sul apresentou a situação oposta e permaneceu completamente livre de seca em agosto.
Além da intensificação em termos de severidade, 11 estados registraram aumento da área afetada pela seca entre julho e agosto: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Sergipe.
A área sob seca diminuiu em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Tocantins, o percentual de área afetada permaneceu estável.
Cinco unidades da Federação apresentaram seca em 100% do território em agosto: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Piauí e Roraima. Nos demais estados com registro do fenômeno, a área afetada variou de 7% a 99%.
Considerando a extensão territorial de cada unidade da Federação, o Amazonas apresentou a maior área absoluta sob seca em agosto, seguido por Pará, Minas Gerais, Bahia e Goiás.
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