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Com o tema A Melhor Carne para Alimentar o Mundo, o Congresso Internacional da Carne, que será realizado em junho de 2013, no Brasil, terá como temas principais sanidade e qualidade da carne produzida no País.
A programação e o formato do evento foram apresentados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), na manhã desta quarta-feira (19), em São Paulo, a empresas e entidades ligadas ao segmento de pecuária de corte.
Goiânia, capital do estado de Goiás, será a sede do Congresso, que está sob a coordenação da Faeg e do International Meat Secretariat (IMS-OPIC). Dentro dos macro-temas do evento, assuntos como volume de produção versus qualidade da carne e tipificação de carcaça serão obrigatórios, de acordo com o coordenador do evento no Brasil e vice-presidente da Faeg, José Manoel Caixeta.
Para ele não se justifica produção de carne com alto custo por preços pouco remuneradores e larga escala de produção sem parâmetros de qualidade. "A produção de carne no País evoluiu em muito, a ponto de nos tornarmos grandes players no mercado internacional. Porém, precisamos avançar no quesito qualidade e, para isso, temos todas as credenciais", explicou Caixeta aos presentes no evento de apresentação.
Credenciais ressaltadas pelo presidente do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. À frente, também, da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa-GO), ele explicou que Goiás possui diversas qualidades que fazem com que o estado seja local propício para sediar o evento.
"O estado é abriga o quarto maior rebanho bovino do país, é o terceiro maior abatedor do Brasil e primeiro no ranking nacional de cabeças confinadas. Desde de 1995, Goiás tem o status de zona livre de aftosa com vacinação e já caminha, em breve, para zona livre sem vacinação", detalhou Antenor Nogueira.
O Governo do Estado de Goiás, apoiador do evento, foi representado na apresentação pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio Camilo de Lima, que explicou aos presentes as oportunidades de o Brasil ser sede de evento de tamanha importância internacional.
"Encontros como o que ocorrerá no próximo ano permitem que a cadeia discuta seus potenciais, pratique o equilíbrio entre os elos que a compõem - desde os fornecedores de insumos aos consumidores - e exercite a harmonia e a transparência nas relação entre esses elos", disse Antônio Flávio.
Pecuária em Goiás
Devido à sua localização privilegiada, terras férteis, água abundante e condições climáticas favoráveis, aliados a técnicas sustentáveis de produção, Goiás vem se destacando cada vez mais na produção agrícola e pecuária do Brasil. O Estado possui o quarto maior rebanho bovino brasileiro, com 21,3 milhões de cabeças, que representam 10% do rebanho total do País.
O Congresso Internacional da Carne de 2013, que será realizado entre os dias 25 a 27 de junho, no Centro de Cultura e Convenções, em Goiânia, pretende destacar as vocações de Goiás para a produção agropecuária, que é sua principal atividade econômica.
Goiás também está próximo de grandes mercados consumidores, como o Estado de São Paulo, além de possuir boa infraestrutura para armazenamento e comercialização de sua produção agropecuária.
O Estado está livre de febre aftosa desde agosto de 1995, de peste suína clássica e outras que são controladas por uma estrutura eficiente de Defesa Agropecuária. Em 2011 registrou 99,34% de índice de vacinação, com redução de uma vacinação para animais acima de 24 meses.
Possui ainda sistema informatizado de controle de dados e emissões de Guia de Transporte Animal (GTA). A bovinocultura goiana está presente em 124 mil propriedades rurais, a bovinocultura de corte representa 56% deste total.
Confinamento
Nos últimos anos, os confinamentos têm adquirido grande importância na produção de carne bovina em Goiás, impulsionados pelas condições favoráveis do Estado, como a grande oferta de alimentos para animais e ao moderno parque industrial de carne bovina.
Atualmente, o Estado de Goiás possui o maior rebanho de animais confinados do Brasil. Estima-se que sejam confinados, anualmente, cerca de cinco milhões de cabeças bovinas em todo o País, sendo 20% desse total, em Goiás.
Uma característica importante dos confinamentos brasileiros é que os animais são criados a pasto, em condições naturais, e levados aos confinamentos para a fase de terminação por um período geralmente entre 60 e 90 dias, onde se alimentam de rações concentradas a base de produtos de origem vegetal e suplementos minerais, o que propicia a redução da idade de abate dos animais e contribui para aumentar a qualidade da carne produzida.
O confinamento ocupa 15 milhões de hectares de pastagem, utilizados, principalmente em época de estiagem, para engorda de mais de 1 milhão de animais em 440 confinamentos.
Essas características serão apresentadas durante o Congresso Internacional da Carne de 2013, entre os dias 25 a 27 de junho, no Centro de Cultura e Convenções, em Goiânia.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) está filiada junto ao International Meat Secretariat (IMS-OPIC) para realizar o Congresso Internacional da Carne 2013, juntamente com outras entidades e órgãos do Governo de forma a promover e divulgar as potencialidades de Goiás quanto ao segmento produtivo de carnes.
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