Entregas de fertilizantes registram queda de 10,4% de janeiro a agosto
Cenário reflete as adversidades geopolíticas globais e as dificuldades dos produtores, como escassez de crédito e riscos climáticos
A semeadura da soja avançou no Rio Grande do Sul e alcançou 23% da área prevista para a safra 2026/27, estimada em 6,64 milhões de hectares. No milho, o plantio chegou a 82% dos 896,4 mil hectares projetados, com avanço de apenas dois pontos percentuais na última semana. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5/11), no Informativo Conjuntural da Emater/RS.
Na soja, a sequência de dias sem chuva, a redução da umidade excessiva no solo e a elevação das temperaturas favoreceram a retomada das operações. O ritmo de implantação varia entre as regiões, conforme a disponibilidade de máquinas e a conclusão da colheita das culturas de inverno. O estabelecimento inicial das lavouras é considerado adequado, embora a umidade superficial já esteja limitada em algumas áreas.
No milho, o escalonamento do plantio e a prioridade dada à colheita de culturas de inverno e à semeadura de soja e arroz limitaram o avanço dos trabalhos. Cerca de 90% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto as áreas mais precoces alcançam a fase reprodutiva. Segundo a Emater, as condições de luminosidade e temperatura favoreceram o crescimento das plantas, e a consolidação das expectativas produtivas dependerá da regularidade das chuvas durante o período reprodutivo.
A semeadura do arroz chegou a 70% dos 861,8 mil hectares projetados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O avanço foi favorecido pela ausência de precipitações e pela elevação das temperaturas. A disponibilidade de água para irrigação também é considerada favorável, após a recuperação dos níveis dos mananciais.
No feijão de primeira safra, o plantio alcançou 50% dos 24,6 mil hectares previstos. As lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com áreas mais precoces em florescimento e formação de vagens. Apesar da recuperação das condições de crescimento, ainda há registros localizados de danos provocados pelo excesso de chuvas, ventos fortes, granizo e frio.
Para o milho destinado à silagem, a Emater projeta o cultivo de 369,4 mil hectares, com produtividade média de 38.392 kg/ha. A implantação ocorre de forma escalonada, acompanhando a liberação das áreas e o planejamento dos produtores.
Nas olerícolas, a melhora da luminosidade e das temperaturas favoreceu a recuperação do desenvolvimento das plantas. A mandioca apresenta brotação e crescimento inicial adequados em diferentes regiões. Entretanto, a umidade elevada ainda exige atenção ao manejo fitossanitário, especialmente em cultivos protegidos, devido ao risco de doenças fúngicas e bacterianas.
Entre as demais culturas, a batata está completamente implantada em São Francisco de Paula e municípios próximos. Na cebola, os cultivos de São José do Norte apresentam predominância da fase de bulbificação, enquanto, em Herval, as lavouras destinadas à produção de sementes estão em floração. Já o pimentão registra recuperação do crescimento e da atividade reprodutiva com a melhora das condições de luminosidade e temperatura.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura