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O plantio de trigo alcançou 97% da área projetada no Rio Grande do Sul, estimada em 814.220 hectares. A semeadura ainda prossegue nas regiões Central, Sul e Leste. A maior incidência de radiação solar favoreceu as operações de campo, o desenvolvimento das plantas, a adubação em cobertura e os tratamentos fitossanitários. No fim do período, chuvas e ventos ampliaram a preocupação com danos e doenças nas lavouras. As informações são da Emater/RS.
A cultura permanece concentrada no desenvolvimento vegetativo, fase presente em 99% das áreas implantadas. Cerca de 1% das lavouras ingressou na floração. O avanço do plantio, registrado em 23 de julho, superou os 93% observados uma semana antes. O índice também ficou acima da média de 96% das safras entre 2021 e 2025.
A região administrativa de Ijuí reúne 28% da área estadual de trigo. A semeadura terminou e as lavouras apresentam densidade inicial adequada. Aproximadamente 15% dos cultivos chegaram ao alongamento do colmo. A radiação solar acelerou o crescimento e intensificou a coloração verde das folhas. Os produtores executam o controle de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio em cobertura. A previsão de precipitações elevadas exige cautela. A condição sanitária permanece favorável, sem manchas cloróticas ou necrosadas.
Santa Rosa concentra 22% da área de trigo. Todas as lavouras foram semeadas. Os cultivos apresentam estabelecimento satisfatório, com áreas em perfilhamento, alongamento, espigamento e floração. O vento impediu tratamentos fitossanitários durante o período. Muitas lavouras apresentam amarelecimento das folhas inferiores e doenças foliares.
Frederico Westphalen e Passo Fundo respondem por 13% e 10% da área estadual, respectivamente. As plantas mantêm desenvolvimento adequado. Os produtores deram continuidade à adubação nitrogenada e ao controle de invasoras.
Em Manoel Viana, os produtores concluíram a semeadura dos 4.500 hectares previstos dentro do período indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático. As chuvas volumosas e a sequência prevista de dias nublados podem aumentar a pressão de doenças fúngicas, principalmente em áreas com trigo cultivado em safras anteriores.
Na região de Santa Maria, o plantio terminou durante a janela de dias ensolarados e menor umidade do solo. Temperaturas elevadas podem reduzir o perfilhamento, limitar o desenvolvimento radicular e encurtar o ciclo. Chuvas intensas registradas nos dias 18 e 19 de julho elevaram o risco de doenças fúngicas e dificultaram os manejos em áreas mais adiantadas.
O preço médio do trigo pago ao produtor caiu 0,80% na semana. A cotação passou de 70 reais para 69 reais e 44 centavos por saca de 60 quilos, com pH padrão 78. A Bolsa de Cereais de Cruz Alta indicou 78 reais por saca para o produto disponível.
A canola ocupa área estimada em 353.397 hectares. A produtividade média projetada alcança 1.619 quilogramas por hectare. A maior parte das lavouras permanece em desenvolvimento vegetativo. Outras áreas avançaram para floração e enchimento de grãos. Os produtores realizam adubação nitrogenada, controle de plantas invasoras e tratamentos preventivos contra doenças.
A região de Ijuí reúne 24% da área estadual de canola. Cerca de 18% dos cultivos atingiram a floração. As lavouras registram intensa presença de insetos polinizadores, com destaque para abelhas melíferas. Em Ibirubá, técnicos constataram aumento da incidência de canela-preta. Os produtores iniciaram aplicações de fungicidas específicos. Nas áreas próximas de Ijuí, não surgiram sintomas da doença.
Em Santa Rosa, 72% das lavouras de canola permanecem em germinação e desenvolvimento vegetativo. Outros 25% alcançaram a floração e 2% iniciaram o enchimento de grãos. A condição fitossanitária permanece adequada, mas a previsão de chuvas intensas aumenta o risco de danos.
Santa Maria concentra 17% dos cultivos estaduais de canola. Os dias de sol favoreceram o crescimento e a entrada de parte das áreas na floração. Temperaturas altas podem provocar abortamento de flores e reduzir o potencial produtivo. Chuvas fortes também podem prejudicar a polinização.
A aveia-branca concluiu o plantio no estado. A estimativa aponta 387.697 hectares e produtividade média de 2.322 quilogramas por hectare. As lavouras apresentam bom estabelecimento e condição sanitária satisfatória. Em Hulha Negra, chuvas fortes causaram acamamento, formação de sulcos e perda de solo em áreas com maior declividade.
O plantio de cevada também terminou. A Emater/RS projeta 20.320 hectares e produtividade média de 3.020 quilogramas por hectare. Predomina o desenvolvimento vegetativo inicial. O ambiente úmido favorece doenças fúngicas foliares, cenário responsável pela intensificação do monitoramento e pelo início de aplicações preventivas de fungicidas.
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