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A Rovensa Next colocou em operação uma nova planta piloto de fermentação no Brasil. A unidade fortalece a capacidade global de pesquisa e desenvolvido (R&D) e de ampliação em biossoluções microbianas. A estrutura cria uma etapa intermediária entre laboratório e produção industrial. O modelo reduz riscos de desenvolvimento e acelera o lançamento de novos bioinsumos.
A unidade apoia projetos de design de produtos para o Brasil e para mercados internacionais. A estrutura ocupa posição central no pipeline de inovação da companhia, sobretudo em processos microbianos complexos que exigem controle preciso em escala.
A instalação funciona no site industrial de fermentação de Monte Mor. A operação mantém conexão direta com o Centro Global de Pesquisa e Inovação em Biossoluções da empresa em Hortolândia. As equipes conduzem pesquisa com microrganismos, fermentação em bancada e desenvolvimento de formulações. Os dois sites formam um ecossistema único no Brasil. A integração cobre desde a pesquisa inicial até a escala industrial.
A planta piloto utiliza as mesmas utilidades da unidade produtiva de Monte Mor. O sistema oferece volume de trabalho de 100 litros e capacidade de 150 litros. A estrutura amplia o volume relevante de fermentação em até 20 vezes frente aos sistemas de laboratório.
Antes, os microrganismos migravam de biorreatores de até sete litros direto para tanques acima de 3.000 litros. O novo biorreator piloto adota geometria equivalente à industrial. A configuração permite simular condições produtivas com maior precisão.
“Esta unidade muda a transição entre pesquisa e produção industrial”, afirmou Johana Perez, Global R&D Manager da Rovensa Next. “O controle sobre formulações, parâmetros de cultivo e estratégias produtivas ficou mais rigoroso. A validação de novos bioinsumos ganhou velocidade e confiança.”
O biorreator inclui sistemas avançados de monitoramento e controle de pH, oxigênio, temperatura, espuma e pressão. A equipe industrial participou do desenho e da customização. Equipamentos, sensores e procedimentos de esterilização seguem o padrão da planta fabril.
Processos microbianos não escalam de forma linear. O aumento de volume altera transferência de oxigênio, disponibilidade de nutrientes e produtividade. Esses fatores impactam rendimento e desempenho. A escala piloto permite ajustar e validar parâmetros em condições próximas às industriais.
Para José Nolasco, Global Head de R&D em Bionutrição, o momento ganha relevância estratégica. “A demanda global por alimentos cresce rápido. A agricultura enfrenta restrições climáticas e de sustentabilidade. Tecnologias desenvolvidas no Brasil terão papel central na próxima geração de biossoluções”, disse.
A planta também valida cronogramas de fermentação, avalia insumos compatíveis com a indústria e antecipa estimativas de custos operacionais. O processo reduz risco e desperdício antes da produção plena. A unidade passou por testes rigorosos de esterilidade, vedação e fermentação. A operação segue pronta para projetos avançados.
A estrutura apoia o desenvolvimento e a escala de novas biossoluções microbianas e de produtos do portfólio atual. As aplicações incluem eficiência no uso de nutrientes, tolerância a estresses abióticos e biocontrole. Soluções biológicas ganham espaço como complemento ou substituição a insumos convencionais.
Entre os produtos, a empresa cita Phos’Up, voltado à maior disponibilidade de fósforo no solo, e Azzofix, tratamento microbiano de sementes que amplia a eficiência no uso de nitrogênio. O portfólio inclui ainda Wiibio, biofertilizante à base de Bacillus com foco em regeneração do solo, e Biimore, bioestimulante de alta performance em doses ultrabaixas em estágios-chave das culturas.
A transição do laboratório para a indústria exige condições específicas. Muitas diferem das usadas em produtos existentes. A planta piloto nasce com desenho evolutivo. A companhia prevê a incorporação futura de centrífugas, filtros e spray dryers para ganho de eficiência e rapidez no scale-up.
“Internamente, a unidade eleva eficiência, qualidade e agilidade”, afirmou Odacir Lameu, coordenador de R&D e responsável pela planta piloto. “Para o produtor, a resposta chega mais rápida e com maior confiabilidade em bioinsumos inovadores.”
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