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A resistência de populações de Drosophila suzukii ao inseticida zeta-cipermetrina permanece estável mesmo após retirada da pressão de seleção. O fenômeno pode intensificar-se após eventos de gargalo populacional. Os resultados surgem de estudo conduzido na Califórnia com populações de campo.
O trabalho avaliou a estabilidade da resistência ao longo de gerações sob seleção contínua e após interrupção do uso do inseticida. A pesquisa também simulou um gargalo populacional com aumento da dose. A análise utilizou bioensaios de dose-resposta e estimativas de LC50.
Populações coletadas em campo apresentaram alta tolerância inicial. A LC50 da população suscetível ficou em 1,57 ppm. Já a população resistente inicial registrou 8,11 ppm. Após seleção contínua, os valores atingiram 54,03 ppm. Após retirada da pressão por 16 gerações, a LC50 manteve nível elevado, em 40,51 ppm.
O resultado indica manutenção da resistência sem custo adaptativo relevante no período avaliado. A ausência de redução na mortalidade após interrupção do inseticida sugere persistência do fenótipo resistente.
O estudo também avaliou cenário de gargalo populacional. Os pesquisadores aplicaram dose mais alta para reduzir drasticamente o número de indivíduos. Após recuperação populacional e retomada da exposição, a resistência aumentou. A mortalidade caiu de 27,2% antes do gargalo para 5,73% após recuperação.
A análise estatística indicou maior probabilidade de sobrevivência após o gargalo. A resposta à dose deixou de seguir padrão dependente da concentração. O comportamento sugere seleção de indivíduos altamente tolerantes.
O experimento simulou condições comuns em campo. Aplicações sucessivas de inseticidas podem reduzir populações e favorecer sobreviventes com maior tolerância. Esses indivíduos repovoam a área e elevam o nível de resistência.
Os dados reforçam risco para sistemas de produção de frutas de clima temperado. A praga ataca frutos maduros e exige controle químico frequente. A persistência da resistência pode comprometer a eficiência de piretroides.
Mais informações em doi.org/10.1002/ps.70760
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