Setor do tabaco pode perder US$ 100 milhões com tarifa dos EUA
SindiTabaco e Abifumo pedem ao governo inclusão do produto na lista de exceções
O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou do protocolo oficial do Projeto de Lei nº 259/2026, realizado na última quinta-feira (23/7), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. De autoria do deputado estadual Marcus Vinicius de Almeida, a proposta cria a Política Estadual de Fortalecimento da Fumicultura e de Incentivo à Agregação de Valor à Cadeia Produtiva do Tabaco, estabelecendo diretrizes para estimular investimentos, inovação e novas oportunidades de desenvolvimento para um dos principais setores do agronegócio gaúcho.
Participaram do ato parlamentares, lideranças do setor produtivo, representantes das empresas associadas ao SindiTabaco e das entidades representativas dos produtores de tabaco, reforçando a construção conjunta da proposta e o alinhamento dos diferentes elos da cadeia produtiva em torno de uma agenda voltada à inovação e ao fortalecimento do setor. O PL conta ainda com a assinatura de outros 12 parlamentares estaduais, demonstrando o amplo apoio à iniciativa.
Entre as medidas previstas, o projeto incentiva a extração e a industrialização da nicotina natural produzida a partir das folhas de tabaco cultivadas no Estado, promovendo maior agregação de valor à produção local. A proposta também prevê a proibição da comercialização de produtos contendo nicotina sintética no Rio Grande do Sul, fortalecendo a competitividade da cadeia produtiva baseada na matéria-prima produzida pelos produtores de tabaco gaúchos.
Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a iniciativa demonstra uma visão estratégica sobre o futuro da cadeia produtiva do tabaco. Segundo ele, ao incentivar a agregação de valor por meio da industrialização da nicotina natural, a proposta cria condições para ampliar investimentos, estimular a inovação e abrir novas oportunidades para produtores e para a indústria já instalada no Brasil.
"Temos uma produção nacional estável e que tem sido anualmente direcionada para mais de 120 países. Mas é importante nos prepararmos para o futuro e para as transformações do mercado mundial. Pensar em novas aplicações para a matéria-prima, aproveitando as plantas industriais já instaladas, pode ampliar as oportunidades para todo o setor. O futuro da cadeia produtiva do tabaco no Brasil passa pela capacidade de inovar e agregar valor à produção, que já é reconhecida mundialmente por sua qualidade e pelas boas práticas implementadas", destaca Thesing.
O Rio Grande do Sul é o maior produtor de tabaco do Brasil. Na safra 2025/2026, a atividade esteve presente em 206 municípios gaúchos, envolvendo 69 mil famílias produtoras. Desenvolvida predominantemente por agricultores familiares, a produção de tabaco é uma das principais atividades econômicas do Estado, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional. O RS também lidera as exportações brasileiras de tabaco: em 2025, quase 90% foi embarcado pelo Porto de Rio Grande.
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