Previsão indica maio mais quente e com chuvas irregulares

Nordeste e Norte concentram volumes de chuva, enquanto outras regiões terão restrição hídrica

04.05.2026 | 16:41 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Inmet

A previsão climática para maio de 2026 indica um cenário de chuvas irregulares e temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores volumes de precipitação devem se concentrar nas regiões Norte e Nordeste, enquanto áreas do Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul tendem a registrar acumulados abaixo da média histórica.

No Norte, a expectativa é de chuva acima da média em estados como Pará, Amapá e em áreas do Amazonas, Tocantins, Acre e Roraima. Já no centro-oeste do Amazonas e no norte de Roraima, os volumes podem ficar abaixo do normal para o período.

No Nordeste, a previsão indica precipitações acima da média em praticamente toda a região, com destaque para o litoral de Alagoas e Sergipe, onde os maiores desvios positivos devem ser registrados. Em grande parte da Bahia, os volumes tendem a ficar próximos da média, com exceção do nordeste do estado, onde também há previsão de chuvas mais intensas.

Para o Centro-Oeste, o cenário é de chuvas próximas ou abaixo da média, especialmente no sul de Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso. Nas demais áreas, os volumes devem ficar dentro da normalidade para o mês.

No Sudeste, a tendência é de precipitações abaixo da média em partes de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, enquanto o restante da região deve registrar volumes próximos à climatologia.

Já no Sul, o comportamento será mais irregular. O Rio Grande do Sul deve ter chuvas acima da média, enquanto o Paraná e o centro-leste de Santa Catarina tendem a registrar volumes inferiores ao normal.

Previsão de desvios de (a) precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (°C) do modelo climático do Inmet para o mês de maio de 2026
Previsão de desvios de (a) precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (°C) do modelo climático do Inmet para o mês de maio de 2026

Temperaturas acima da média predominam

Além da irregularidade nas chuvas, o mês será marcado por temperaturas mais elevadas em grande parte do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

No Norte, as temperaturas devem ficar acima da média, com exceção de áreas do Amazonas, Acre, Rondônia e partes de Roraima e Pará, onde os valores tendem a se manter próximos da normalidade.

No Nordeste, os termômetros podem registrar até 1°C acima da média em estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além da região do Matopiba.

No Centro-Oeste, as temperaturas também devem superar a média histórica, com desvios de até 1°C em áreas de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No Sudeste, o calor predomina em Minas Gerais, enquanto partes de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo podem registrar temperaturas ligeiramente abaixo da média.

Já no Sul, o cenário é mais heterogêneo: o centro-oeste do Paraná deve ter temperaturas acima da média, enquanto o sul do Rio Grande do Sul pode registrar valores abaixo do normal. Nas demais áreas, os termômetros tendem a ficar próximos da média.

Impactos no campo variam entre regiões

No campo, os efeitos do clima devem ser distintos conforme a região. No Norte e em parte do Nordeste, a maior disponibilidade hídrica tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras e a manutenção das pastagens. Por outro lado, o excesso de umidade pode elevar o risco de doenças fúngicas e dificultar operações de manejo.

No Centro-Oeste e Sudeste, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo, com possível impacto negativo sobre culturas de segunda safra, como milho e algodão, além de afetar pastagens.

No Sul, a redução das chuvas no Paraná e em Santa Catarina pode prejudicar a implantação das culturas de inverno. Já no Rio Grande do Sul, a previsão de maior volume de precipitação tende a favorecer a semeadura, embora o excesso de umidade possa dificultar operações em campo e aumentar o risco fitossanitário.

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