BNDES anuncia mais R$ 40 milhões para produção de bioinsumos
Novo ciclo do BNDES Bioinsumos para agricultura familiar foi anunciado em Brasília, durante Plenária do Consea
O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) divulgou nesta quinta-feira (7/5) o 19º Boletim Conjuntural de 2026. O documento marca o início do monitoramento da safra de trigo e atualiza o cenário da segunda safra de milho no estado, evidenciando a resiliência das lavouras diante de desafios climáticos e econômicos.
No caso do trigo, o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho, aponta um cenário de cautela entre os produtores. Em abril de 2026, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 65,88 — valor 18% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o preço médio era de R$ 79,99. Apesar da recuperação de 6% em relação a março deste ano, quando a média foi de R$ 61,92, o desânimo no campo levou à revisão da área destinada ao cereal, com redução estimada em 10%. A projeção atual é de 746 mil hectares cultivados, frente aos 826 mil hectares colhidos em 2025.
O plantio já alcança 17% da área prevista para esta safra, mas segue em ritmo inferior ao observado no ano passado. Na mesma semana de 2025, o percentual semeado chegava a 26%.
Segundo o Deral, a redução da área cultivada pode contribuir para a regularização do plantio nas próximas semanas. As chuvas recentes recompuseram a umidade do solo em praticamente todo o Paraná, favorecendo o avanço das operações. Os trabalhos se intensificaram nos últimos dias e devem ganhar ritmo assim que as condições de friabilidade do solo permitirem a entrada das máquinas nas lavouras.
O boletim destaca ainda que a capacidade operacional das propriedades é suficiente para atender à janela ideal de semeadura, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático de cada região. Mantido o atual cenário, a expectativa é de colheita de 2,4 milhões de toneladas a partir de setembro.
Já a segunda safra de milho 2025/26 apresenta sinais de recuperação. De acordo com o analista do Deral Edmar Wardensk Gervasio, as chuvas generalizadas registradas no fim de abril estabilizaram as lavouras, mantendo 84% das áreas em boas condições.
Em relação ao desenvolvimento das plantas, 24% das lavouras estão em fase vegetativa, 30% em floração, 44% em frutificação e 2% em maturação. Como grande parte das áreas se encontra em estágio crítico de desenvolvimento, as precipitações recentes foram consideradas fundamentais para a manutenção do potencial produtivo.
No mercado, o cenário segue relativamente estável. O preço médio recebido pelo produtor pela saca de 60 quilos fechou abril em R$ 53,50, com leve alta de 0,6% em relação a março. Na comparação com abril do ano passado, porém, houve retração de 13,5%.
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