Biodiesel pode elevar demanda por soja em MS
Mistura maior deve impulsionar investimentos e indústria, aponta a Aprosoja-MS
O plantio de soja nas várzeas tropicais do Tocantins está autorizado a partir do dia 20 de abril, conforme estabelece a Instrução Normativa nº 03, de 24 de março de 2026, publicada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Adapec). A autorização é uma excepcionalidade prevista na legislação estadual, destinada exclusivamente as finalidades de pesquisa/ensino, produção de sementes e reserva de semente para uso próprio “salva legal”.
A medida define a abertura da janela de plantio para os municípios de Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia, Cristalândia, Santa Rita do Tocantins e Dueré, em áreas de várzeas tropicais aptas para esse sistema produtivo.
Com calendário distinto da soja cultivada em sequeiro, o plantio nas várzeas segue até 31 de maio, com colheita até o dia 20 de setembro. O sistema ocorre em áreas irrigadas pelo sistema de subirrigação.
Os sojicultores que forem cultivar soja naquela região deverão solicitar antecipadamente o pedido à Adapec, por meio da apresentação do cadastro de propriedade, plano de trabalho, termo de compromisso do responsável técnico e croqui das lavouras. O produtor deverá preencher os formulários que estão disponíveis no site da Adapec através do endereço: www.to.gov.br/adapec/ferrugem-asiatica-da-soja/5n69qnhgfq3i, e entregar a documentação em um escritório da Agência.
O plantio de soja nas demais regiões do estado permanece proibido, conforme a legislação vigente.
De acordo com o responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem-Asiática da Soja da Adapec, Cleovan Barbosa, em 2025 foram cultivados 50.364 hectares de soja em áreas de várzeas, distribuídos em 93 propriedades cadastradas nesse sistema de produção.
A atualização da Instrução Normativa também prevê outras situações excepcionais, em que a Adapec poderá autorizar a semeadura e a manutenção de plantas vivas de soja fora da janela de plantio. Entre esses casos estão os cultivos em ambiente controlado, como casas de vegetação, destinados a testes de germinação e outras finalidades científicas, desde que atendam às exigências fitossanitárias estabelecidas pelo órgão.
É a principal praga que acomete a oleaginosa, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Ela dissemina rapidamente entre as plantações através do vento. Os maiores prejuízos causados é a redução da produtividade, já que causa desfolha precoce nas plantas, impedindo que os grãos de soja se formem completamente.
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