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Mariposas, percevejos e besouros têm sido coletados por pesquisadores do Projeto Biomas na Mata Atlântica. O objetivo do monitoramento é comparar a evolução gradual do número e diversidade de insetos quando a área escolhida pelo Projeto for recuperada. Ao mesmo tempo, serão feitas comparações com regiões atualmente em equilíbrio ambiental.
A pesquisa está concentrada em duas áreas específicas. Uma, na Reserva Natural da Vale, referência em conservação ambiental e, outra, em propriedade vizinha a citada reserva, local escolhido pelo projeto para ser recuperado. As armadilhas, compostas de lâmpadas que atraem os insetos para um saco com anestésico, são colocadas pouco antes de o anoitecer e retiradas na primeira hora da manhã, uma vez por semana.
"Vamos repetir isso durante sete anos, de outubro a janeiro, que é o período do ano com maior incidência de insetos, ", afirma o paraentomólogo José Simplício dos Santos, que atua nesta área há 26 anos.
Os insetos compõem grupo com grande número de espécies e, para ter um melhor controle e resultado nas pesquisas, os pesquisadores restringiram as espécies estudadas. "Focamos nesses três que são mais numerosos e importantes, por fazerem parte da cadeia alimentar, serem polinizadores, fragmentadores de matéria orgânica etc", explica o doutor em Entomologia, David Martins, pesquisador do Incaper, do Espírito Santo.
A comparação entre as duas áreas poderá mostrar como a recuperação ambiental, assim como sistemas de produção bem manejados, refletem no equilíbrio ambiental. "Nós vamos comparar a evolução dos insetos da área em que estamos trabalhando com a que representa a Mata Atlântica natural, como uma ferramenta de indicativo de ganho ambiental. À medida que a área for recomposta, nós vamos ter um ganho de população de espécies", finaliza Martins.
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