Pesquisador Afonso Peche recebe homenagem nos 139 anos do IAC

Peche atua na Divisão Avançada de Engenharia e Automação em Jundiaí, e está à frente projetos referenciados na agricultura

25.06.2026 | 14:07 (UTC -3)
Fernanda Campos

Engenheiro agrônomo, mestre em engenharia de água e solo e doutor em ciências ambientais, o pesquisador científico Afonso Peche será homenageado durante a celebração dos 139 anos do IAC – Instituto Agronômico, no próximo dia 30. O órgão da SAA - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, um dos mais importantes do país para o agronegócio, foi fundado pelo imperador D. Pedro II, em 1887.

Peche atua desde 1986 na DEA – Divisão Avançada de Engenharia e Automação, polo de pesquisas do Instituto Agronômico em operação, desde 1969, na cidade paulista de Jundiaí. Até pouco tempo atrás, a DEA era denominada CEA – Centro de Engenharia e Automação.

De acordo com o atual diretor da DEA-IAC, pesquisador científico Hamilton Ramos, Afonso Peche protagonizou ao longo da carreira uma série de iniciativas de alta relevância nas áreas de engenharia de biossistemas -- sobretudo com ênfase em mecanização agrícola conservacionista -- e gestão ambiental de bacias hidrográficas.

Nos dias de hoje, Peche está à frente de projetos estratégicos de pesquisa e extensão voltados à avaliação de terras pela ocupação e uso agrícola do solo, além de programas de pesquisa aplicados a sistemas de produção agrícola, diagnóstico agroambiental, impacto socioambiental em bacias hidrográficas e mecanização da pequena propriedade, entre outros.

DEA, 56 anos

A DEA – Divisão Avançada de Engenharia e Automação do IAC completa 56 anos no mês de julho próximo. Nas últimas duas décadas, a instituição de pesquisas também se notabilizou por seu pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias para aplicação de defensivos agrícolas e proteção ao trabalhador rural.

Tiveram origem na DEA, em Jundiaí, os programas Adjuvantes da Pulverização, Aplique Bem, IAC-Quepia (EPI agrícolas), Drones SP e Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, reconhecidos dentro e fora do país.

Financiados com recursos privados, tais programas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas. A iniciativa “Drones SP”, por exemplo, leva até a pequenas, médias e grandes propriedades a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas por meio de drones, uma das revoluções recentes do agronegócio global.

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