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Machos do parasitoide Praon volucre montam fêmeas preferencialmente pelo lado esquerdo. Esse viés reduz o tempo de corte e amplia o sucesso de cópula. A origem do hospedeiro não altera de forma significativa o desempenho reprodutivo. Os dados indicam estabilidade comportamental relevante para programas de controle biológico.
O estudo avaliou adultos virgens de Praon volucre emergidos de dois pulgões: Macrosiphum euphorbiae, em Citrus aurantium, e Aulacorthum solani, em Malva neglecta. Os pesquisadores observaram 44 casais oriundos de M. euphorbiae e 47 de A. solani. As análises ocorreram sob condições controladas. A equipe registrou tempo de detecção da fêmea, batimento de asas, perseguição, tentativa de cópula, toques antenais e duração da cópula.
Entre os machos oriundos de Macrosiphum euphorbiae, 54,6% montaram pelo lado esquerdo. Esses indivíduos detectaram fêmeas em 13,1 segundos. Machos com montagem à direita levaram 20,3 segundos. O viés à esquerda também reduziu o tempo de toques antenais e a duração da cópula. A cópula durou 61,1 segundos nos machos com viés à esquerda e 69,8 segundos nos de viés à direita.
Nos indivíduos emergidos de Aulacorthum solani, 51,1% montaram pelo lado esquerdo. O tempo de detecção caiu para 12,3 segundos nesse grupo, contra 20,8 segundos nos machos com viés à direita. As demais etapas não apresentaram diferença estatística, embora machos com viés à esquerda tenham executado a maioria das fases em menor tempo.
O sucesso de cópula também favoreceu o lado esquerdo. Machos com montagem à esquerda alcançaram maior proporção de cópulas bem-sucedidas nas duas populações. A lateralização não alterou de forma significativa a taxa global de sucesso quando considerada isoladamente, mas o padrão favoreceu o viés à esquerda.
A comparação entre parasitoides oriundos dos dois hospedeiros não apontou diferenças estatísticas na duração das etapas de acasalamento. Machos emergidos de Macrosiphum euphorbiae detectaram fêmeas ligeiramente mais rápido e executaram batimento de asas e perseguição em menor tempo. Já machos de Aulacorthum solani apresentaram tempos menores em toques antenais, tentativa de cópula e duração da cópula. As diferenças não atingiram significância estatística.
Os autores descrevem a sequência de acasalamento como estruturada e semelhante à observada em outros Braconidae. O padrão inclui detecção da fêmea, batimento de asas, perseguição, montagem, toques antenais e cópula. O encurtamento dessas etapas amplia a eficiência reprodutiva, fator crítico para himenópteros parasitoides de vida curta.
Os resultados indicam que Praon volucre mantém sistema de acasalamento estável mesmo após desenvolvimento em diferentes hospedeiros. A constatação favorece estratégias de criação massal. A troca de espécie de pulgão durante a multiplicação em laboratório não compromete o desempenho reprodutivo após liberação em campo. O viés comportamental à esquerda surge como característica de espécie e pode contribuir para maior eficiência populacional em programas de controle biológico.
Outras informações em doi.org/10.3390/insects17020192
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