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A exposição contínua do pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum) ao parasitoide Aphidius platensis reduziu as taxas de parasitismo ao longo de quatro gerações. O resultado sugere possíveis mudanças na adequação do hospedeiro ao desenvolvimento do inimigo natural.
Os pesquisadores Carlos Diego Ribeiro dos Santos, Josué Sant’Ana, Luiza Rodrigues Redaelli, Larissa de Souza Assis e Douglas Lau avaliaram os efeitos transgeracionais da interação entre o pulgão e o parasitoide.
O experimento acompanhou populações de Schizaphis graminum durante quatro gerações. Os cientistas estabeleceram dois tratamentos: exposição sucessiva a Aphidius platensis e manutenção dos pulgões sem contato com o parasitoide.
As taxas de parasitismo diminuíram nas gerações submetidas à presença do inimigo natural. Segundo os pesquisadores, a pressão contínua pode induzir alterações nos hospedeiros capazes de reduzir o sucesso do desenvolvimento do parasitoide.
O trabalho também investigou a produção de indivíduos alados, uma forma de plasticidade fenotípica que os pulgões podem usar como estratégia de defesa contra inimigos naturais. Contrariamente à expectativa inicial, as populações mantidas sem parasitoides produziram mais indivíduos alados.
Os cientistas relacionam esse resultado às diferenças na densidade populacional. Segundo os autores, a presença do parasitoide manteve densidades populacionais menores e, assim, pode ter limitado indiretamente a formação de indivíduos alados, em vez de atuar diretamente sobre o desenvolvimento dessas formas.
Os resultados apontam mudanças nas respostas de Schizaphis graminum à pressão de parasitismo entre gerações. Essas alterações podem influenciar a interação entre a praga e seu inimigo natural (doi 10.1111/afe.70090).
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