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O Climate Prediction Center, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), confirmou hoje a presença de El Niño. O órgão informou também a expectativa de fortalecimento do fenômeno durante o inverno do Hemisfério Norte de 2026 para 2027.
As condições se formaram no último mês. A temperatura da superfície do mar ficou acima da média no Pacífico equatorial central e oriental. O índice Niño-3.4 marcou mais 0,7 grau Celsius na última semana. O Niño-4 também registrou mais 0,7 grau Celsius. O Niño-1+2 chegou a mais 2,1 graus Celsius.
O índice de temperatura subsuperficial equatorial caiu no mês. Mesmo assim, águas subsuperficiais com temperatura acima da média permaneceram no Pacífico equatorial central e oriental.
A atmosfera também apresentou sinais compatíveis com El Niño. O boletim citou anomalias de vento de oeste em baixos níveis e anomalias de vento de leste em altos níveis no Pacífico equatorial central. A convecção ficou ligeiramente acima da média no Pacífico equatorial central e centro-oriental. Perto da Indonésia, permaneceu próxima da média ou abaixo dela.
Os índices tradicional e equatorial de Oscilação Sul ficaram negativos. Segundo o Climate Prediction Center, o conjunto oceano-atmosfera refletiu o início das condições de El Niño.
A média do North American Multi-Model Ensemble, com inclusão do NCEP CFSv2, indica intensificação do fenômeno até o inverno boreal de 2026 para 2027. O boletim também associa a alta confiança no El Niño ao elevado conteúdo de calor oceânico e à expansão das anomalias de vento de oeste no Pacífico equatorial.
A previsão probabilística aponta 63% de chance de El Niño muito forte entre novembro e janeiro. Segundo o órgão, um evento nessa categoria ficaria entre os maiores registros históricos desde 1950. O boletim ressalta, porém, eventos muito fortes não produzem os impactos esperados em todas as regiões.
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