MT Safra 2025/26: Conflito eleva risco na compra de fertilizantes

Dependência externa e atraso nas compras pressionam custos

17.03.2026 | 10:31 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Imea

O conflito no Oriente Médio pressiona a aquisição de fertilizantes para a safra 2026/27 em Mato Grosso. A dependência de importações amplia o risco. Parte relevante dos fosfatados vem de regiões afetadas. Os dados são do Imea.

Em 2025, 58,91% das importações de fosfatados do estado tiveram origem no Egito e em Israel. O cenário eleva a exposição a oscilações de preços e gargalos logísticos. Até fevereiro de 2026, produtores compraram 44,43% do volume necessário. O índice supera em 13,33 pontos percentuais o ciclo anterior. Parte da demanda segue em aberto.

O pico de importações ocorre no segundo e terceiro trimestres. Caso o conflito avance, fretes marítimos podem subir. Atrasos logísticos podem ocorrer. Produtores podem enfrentar maior volatilidade. Fertilizantes representam 45,12% do custeio da soja. Alta de preços pode reduzir o pacote tecnológico.

Situação da soja

A colheita da safra 2025/26 atingiu 96,42% da área em Mato Grosso até 13 de março. O avanço semanal marcou 7,27 pontos percentuais. O Médio-Norte concluiu os trabalhos.

Chuvas no Oeste limitaram operações. Áreas prontas seguem no campo. Nordeste e Sudeste alcançaram 92,54% e 90,36% da área colhida. A previsão indica volumes entre 55 e 75 mm. O clima pode afetar o ritmo final.

Situação do milho

As exportações de milho dos Estados Unidos cresceram 40,53% na safra 2025/26 até o início de março. O volume atingiu 41,71 milhões de toneladas. México liderou as compras com 12,84 milhões de toneladas. Japão e Coreia do Sul ampliaram aquisições. Os três destinos responderam por 59,50% do total.

A maior oferta norte-americana, estimada em 432,34 milhões de toneladas, pressiona preços e amplia competitividade. O milho mais barato pode atrair importadores.

No Brasil, a área de milho 2025/26 alcança 22,41 milhões de hectares. A produtividade média recua 4,54% e a produção soma 138,27 milhões de toneladas. A demanda interna projeta 94,56 milhões de toneladas. Exportações podem atingir 46,50 milhões de toneladas.

Situação do algodão

A oferta brasileira de algodão em pluma para 2025/26 ficou estimada em 6,53 milhões de toneladas. O volume recuou 0,12% frente à projeção anterior. A produção somou 3,80 milhões de toneladas.

A demanda atingiu 3,95 milhões de toneladas, alta de 4,91%. Exportações cresceram 5,91% e alcançaram 3,23 milhões de toneladas. O estoque final caiu 6,96%, para 2,58 milhões de toneladas.

No cenário global, a produção alcançou 26,34 milhões de toneladas. O consumo somou 25,82 milhões de toneladas. Os estoques finais atingiram 16,36 milhões de toneladas. O mercado mantém atenção sobre oferta e demanda.

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