PR Safra 2024/25: instabilidade climática afeta produtividade
Apesar das chuvas recentes, as lavouras de milho e soja têm enfrentado dificuldades
Uma pesquisa do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), revelou que o monitoramento das condições climáticas permite prever a incidência de pragas e doenças na cultura do milho, tornando o manejo mais eficiente. O estudo analisou o impacto de variáveis meteorológicas no comportamento de insetos, bactérias, fungos e vírus ao longo de quatro anos em diferentes regiões de São Paulo.
Os resultados apontam que fatores como temperatura e precipitação influenciam diretamente o desenvolvimento de pragas como lagarta-do-cartucho, cigarrinha-do-milho e diabrótica. A pesquisa permitiu estabelecer limites térmicos e hídricos para cada espécie, possibilitando a criação de mapas agrometeorológicos que indicam o risco de infestação semanal ou mensalmente.
Com essas informações, os produtores podem planejar melhor o uso de defensivos agrícolas, reduzindo custos e impactos ambientais. Além disso, o estudo desenvolveu um sistema de monitoramento que prevê a incidência de pragas com até 45 dias de antecedência, utilizando dados climáticos para gerar prognósticos e mapas de distribuição das pragas.
Segundo a pesquisadora Angélica Prela Pantano, do IAC, o monitoramento contínuo auxilia na tomada de decisões rápidas, evitando aplicações desnecessárias de defensivos e minimizando os riscos para as lavouras. A tecnologia reforça a importância da climatologia no manejo sustentável do milho, garantindo maior produtividade e segurança ao agricultor.
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